O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), confirmou que sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), será candidata ao Governo do Paraná - e deu a entender que todo o grupo que dá apoio atualmente a Beto Richa (PSDB) pode estar ao lado dela na campanha. Hoje, o grupo político de Richa parece rachado entre Cida e Ratinho Junior (PSD).
Deputado federal licenciado, Barros deve deixar o ministério para tentar se reeleger na Câmara. O casal deve manter a aliança com o atual governador apoiando sua candidatura ao Senado. A declaração do ministro ocorreu em solenidade realizada na terça-feira (2), que marcou o repasse de R$ 20,1 milhões à Secretaria de Saúde de Curitiba e a hospitais filantrópicos da capital paranaense.
“Eu saio do ministério em abril, para concorrer à reeleição de deputado federal e para apoiar a candidatura da vice-governadora Cida Borghetti, que assumirá o governo e concorrerá à reeleição. E o nosso governador Beto Richa vai ao Senado. De todos os aliados que estão hoje no governo, eu tenho certeza de que todos nos acompanharão”, disse o ministro.
Barros havia passado o réveillon em Curitiba com a família e aproveitou para participar do evento. A solenidade lotou o amplo Salão Brasil – em frente ao gabinete do prefeito – e reuniu uma vastidão de políticos de todas esferas, entre vereadores, deputados estaduais e deputados federais, além de secretários e seus respectivos séquitos.
A cerimônia ganhou cara de campanha antecipada. Na mesa de honra, além de Barros, estavam Cida Borghetti e a filha do casal, a deputada Maria Victoria (PP). Em seu discurso, o ministro assegurou que Cida “será a primeira governadora do Paraná”. A vice-governadora, por sua vez, classificou Barros como “ministro do Paraná” e disse que ele “muito nos orgulha e nos tem honrado”. Além disso, ela destacou o “tripé” formado por Curitiba, Governo do Paraná e Governo Federal. “Com esse tripé, não tem como dar errado”, destacou.


