A situação do vereador Idenilson Bernardino da Silva, o Batata (PTB), junto a justiça não anda nada boa. No último dia 16 de janeiro o parlamentar havia sido condenado em um processo que corria no âmbito da Justiça Eleitoral do município de Carlópolis.
De acordo com a sentença expedida pela Juíza Andrea Russar Rachel, a magistrada considerou procedente o pedido de cassação do mandato do vereador, além de sentenciar a inelegibilidade do parlamentar. A sentença cabe recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral em Curitiba.
Já nesta segunda-feira (23), foi impetrada pela Promotoria de Justiça do município uma nova ação civil pública junto a Justiça Estadual contra o vereador pelo crime de improbidade administrativa.
A ação da promotoria tem base no processo movido junto à Justiça Eleitoral, onde Idenilson foi acusado de corrupção ao pedir a quantia de R$ 2 mil em dinheiro a empresários do setor de limpeza. De acordo com a denúncia, o vereador pertencia ao grupo político do ex-prefeito do município e tinha poder para manter os contratos de limpeza pública em troca do dinheiro, fato que foi delatado pelos próprios empresários.
Os valores não foram declarados à Justiça Eleitoral durante a campanha de reeleição em 2016, sendo que Idenilson teria utilizado o dinheiro na compra de votos. Os empresários também foram requeridos na ação pelo pagamento de propina. Para Promotoria de Justiça, Idenilson cometeu o crime de improbidade administrativa ao se aproveitar do cargo para receber indevidamente dos empresários vantagens econômicas e, assim, enriquecimento ilícito.
A promotoria ainda requer através de duas liminares que Idenilson seja afastado imediatamente do cargo, pois, devido a se tratar de um parlamentar, estando no poder ele pode interferir e atrapalhar as investigações. De acordo com a denúncia, o vereador já tentou forjar um depoimento onde declarou ter recebido o dinheiro como pagamento de uma dívida antiga.
Além disso, também foi pedido junto a Justiça Estadual o bloqueio de contas bancárias, imóveis e bens do parlamentar, além de uma multa de 100 vezes o valor do seu salário atual, o que pode chegar a casa dos R$ 470 mil. Também foi requerida a indisponibilidade de bens dos demais envolvidos no caso.
A Juíza Andrea tem o prazo de quinze dias para decidir se acata ou não o pedido feito através da liminar. A reportagem tentou entrar em contato com o vereador através do número da Câmara de Vereadores, mas não foi atendida.


