O vice-governador do Paraná, Darci Piana (PSD), afirmou nesta segunda-feira (29) que uma comissão deve ser formada por representantes do estado, da Assembleia Legislativa (Alep) e dos sindicatos, para negociar a data-base dos servidores. Além disso, em entrevista coletiva, ele disse que o governo deve parcelar o reajuste salarial “dentro das finanças e da economia, que podem melhorar caso a reforma da Previdência seja aprovada”.
As declarações foram feitas após reunião com os sindicatos, que realizaram durante a manhã uma manifestação na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. A data de hoje foi escolhida para relembrar a ação da Polícia Militar contra os professores estaduais em um protesto no dia 29 de abril de 2015, no governo de Beto Richa (PSDB).
Depois da manifestação desta segunda, o vice-governador classificou o encontro com os servidores como um “momento histórico”. “Todos os representantes dos sindicatos estavam sentados conosco, conversando, dialogando. O estado tem dificuldade para cumprir compromissos que já estão atrasados, de 2017 e 2018, mais a data-base de agora. Foi estabelecida uma comissão para resolver isso no mês de maio, uma solução que seja boa tanto para o governo quanto para os funcionários”, falou Piana.
Ele comentou ainda que o Executivo não recuou sobre a decisão de não conceder reajuste aos servidores, mas não descarta a possibilidade de que o valor seja parcelado. “Isso é a comissão que vai decidir. O estado vai fazer as contas e todo o possível para conseguir honrar os compromissos atrasados e a data-base. Temos um grande respeito pelos nossos servidores, mas também um problema seríssimo que é o cumprimento da lei que não nos permite ultrapassar o limite estabelecido pelo governo federal”, completou.
A comissão
O próximo encontro da comissão está marcado para esta terça-feira (30) e o objetivo é chegar a um acordo em relação às finanças destinadas ao funcionalismo público. “Existe uma discrepância entre os números. O papel da comissão é chegar a um denominador comum. A partir daí, o estado não vai se negar a discutir a possibilidade do reajuste. Mas existe uma gama de questões, que sempre acabam no dinheiro”, declarou o deputado estadual Hussein Bakri (PSD), que também participou da reunião.
Entre os assuntos a serem discutidos estão a licença-prêmio, as progressões e a hora-atividade.
Servidores veem avanço
A sindicalista Marlei Fernandes, presidente do Fórum dos Servidores, disse à Banda B que a formação da comissão demonstra um avanço nas negociações. “Nós estamos completando 40 meses sem reposição salarial e não é possível que o governo continue ignorando essa situação. Precisamos que o estado converse conosco e acho que isso foi cumprido hoje. A partir de amanhã as discussões já têm início para que possamos levar a data-base para a Assembleia Legislativa”.


