Imagine uma cidade sem hospital. É o que estaria acontecendo com Wenceslau Braz se o repasse de R$ 60 mil da prefeitura para o Hospital São Sebastião não existisse. Esse valor é o que tem garantido o funcionamento da instituição e o atendimento a centenas de brazenses todos os dias.
Como o governo atrasou os repasses mensais, os R$ 60 mil vindos da prefeitura através do convênio de atendimento de urgência e emergência 24 horas tem sido a única receita do Hospital São Sebastião, garantindo, portanto, que a instituição siga de portas abertas.
Recentemente um áudio de uma funcionária do hospital mobilizou a comunidade para a situação delicada que a instituição vive atualmente contando apenas com recursos municipais.
Muitas pessoas se mobilizaram para ajudar. Embora o hospital não tenha problemas como salários de funcionários atrasados e grandes dívidas junto a fornecedores, como aconteceu em 2015 e 2016, por exemplo, a instituição precisa da ajuda da população, como qualquer outra instituição filantrópica.

Para tentar sanar o déficit que o hospital vivia, em 2017, a prefeitura dobrou o valor do repasse, sendo este, um dos compromissos de campanha elencados pelo prefeito Paulo Leonar (PDT), quando iniciou sua gestão, empenhado em mudar a realidade do Hospital São Sebastião.
“Quando assumimos sabíamos que o hospital tinha graves problemas financeiros. Nos reunimos com a direção, confiamos no trabalho que ela desenvolve mesmo em meio a tantas dificuldades, e dobramos o valor de R$ 30 mil para R$ 60 mil, e eu tenho certeza que se não fosse por isso hoje o hospital teria muita dificuldade em se manter aberto”, avalia o prefeito.
Os problemas financeiros do hospital se agravaram em 2013, quando o antigo centro cirúrgico foi interditado pela vigilância sanitária, e a partir de então a instituição perdeu uma renda de R$ 600 mil anuais - vindos dos procedimentos cirúrgicos realizados até a interdição.
“O fechamento do centro cirúrgico, na gestão passada, foi um dos maiores problemas sociais da história de Wenceslau Braz. Deixou nossos pacientes a ver navios e uma entidade prestes a fechar. Com nosso apoio, essa situação mudou e hoje estamos prestes a ter a assinatura para a construção de um centro cirúrgico, graças ao deputado Alexandre Curi e ao governo do Estado”, continua Paulo Leonar.
Mesmo assim, hoje o hospital não tem salários de funcionários atrasados ou grande dívidas como chegou a acontecer em 2015 e 2016, quando o repasse do município era menor.


