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Richa autoriza e consórcios podem iniciar estudos da ferrovia entre Paraná e MS

Richa autoriza e consórcios podem iniciar estudos da ferrovia entre Paraná e MS

O governador Beto Richa (PSDB) autorizou nesta quarta-feira (21) a abertura dos estudos de engenharia e de viabilidade técnica, ambiental e econômica para implantação de uma nova ferrovia, com cerca de 1 mil quilômetros de extensão, que ligará o Porto de Paranaguá a Dourados, no Mato Grosso do Sul.

A assinatura do termo técnico foi no Palácio Iguaçu, com a presença dos representantes das empresas habilitadas para o trabalho e representantes do Banco Mundial (Bird). Quatro consórcios, entre os seis que se candidatam para a elaboração dos estudos, vão fazer os levantamentos necessários para a implantação do novo ramal ferroviário.

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O governador afirmou que a nova ferrovia será um grande vetor para o desenvolvimento do Paraná, ampliando a competitividade dos produtos do Estado. “É uma ferrovia que não precisará inventar demanda. Ela vai transportar as riquezas do agronegócio produzidas não só pelo Paraná, mas também pelo Mato Grosso do Sul, facilitando o escoamento até o Porto de Paranaguá. Além disso, também vai conduzir parte da produção do Paraguai e da Argentina”, disse.

A obra da nova ferrovia está dividida em dois trechos. O primeiro tem 400 quilômetros e liga Guarapuava ao Litoral do Paraná. O segundo vai de Guarapuava até Dourados (MS), passando por Guaíra, com a construção de mais 350 quilômetros de trilhos.

 

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Porto

Menos de 20% das mercadorias que chegam a Paranaguá são atualmente entregues por via férrea. A projeção é que haja crescimento de 450% com o novo ramal ferroviário. “E o porto estará preparado para isso, graças ao planejamento eficiente e a modernização que implantamos, além dos investimentos públicos e privados feitos nos últimos anos”, ressaltou o Beto Richa.

Ele citou que em 2011 o porto tinha movimentação anual de 36 milhões de toneladas. Em 2017, foram 51,5 milhões. “Acabamos com as filas de caminhões no porto e de navios, modernizamos equipamentos, como guindastes e shiploaders, que eram da década de 70, garantindo mais agilidade e velocidade na movimentação de cargas”, reforçou.

 

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Consórcios

Os consórcios responsáveis pelo estudo são HaB, constituído pelas empresas Bureau da Engenharia ECT Ltda, Hendal e Advice Concultoria e Serviços; o consórcio SSSE, formado pela empresa espanhola Sener Ingeneria e pelas nacionais Sener Setepla e Engefoto; o consórcio Egis-Esteio-Copel, do qual fazem parte a empresa francesa Egis Engenharia e Consultoria Ltda e pelas nacionais Esteio Engenharia e Aerolevantamentos S.A e Copel, e o consórcio formado por Sistemas de Transportes Sustentáveis – STS, Pullin e Campano Consultores Associados e Navarro Prado Advogados, pela consultoria Millennia Systems, dos Estados Unidos, e pela EnVia Technologies International.

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