As redes sociais se tornaram o principal meio de comunicação e disseminação da informação nos últimos tempos. No ambiente virtual, o acesso a informação se tornou muito mais rápido e, atualmente, é uma forma de ter acesso a conteúdo aberto a quase toda população nacional.
Se por um lado isto facilita a vida das pessoas, por outro acaba sendo utilizado de maneira errônea e vem a ludibriar a população. Notícias falsas tem tomado cada vez mais proporção, principalmente no Facebook e Whatsapp, são as famosas “Fake News”. Nesta semana, dois vídeos acabaram viralizando na internet e tomando conta dos Smartphones dos moradores da região.
O primeiro caso mostra uma confusão entre dois homens, sendo um suposto açougueiro e outro indivíduo que estaria cobrando uma dividida. Em certo momento do vídeo, o cobrador acaba sendo atingido por uma facada. As imagens são fortes e a notícia espalhada é que o caso foi registrado na última terça-feira (27) no município de Santo Antônio da Platina. Apesar do vídeo ser real, informação não procede e o caso não aconteceu na região do Norte Pioneiro.
Outro vídeo que se alastrou pelas redes sociais traz uma pessoa gravemente ferida, ou em óbito, em um acidente de trânsito. No vídeo, um motociclista está preso às ferragens após bater violentamente na traseira de um veículo. Um áudio que acompanha o vídeo dá conta de que o acidente foi registrado na PR-092 próximo a Santo Antônio da Platina. De acordo com informações da Polícia Rodoviária, a informação é falsa. Mais uma vez trata-se de um vídeo real, mas a ocorrência foi registrada no Estado de Minas Gerais.
No último domingo (25), a Folha Extra lançou uma matéria que faz parte da campanha de prevenção a disseminação das Fake News. A matéria divulgava uma esmeralda de 70kg que havia sido encontrada em Jaguariaíva. No primeiro parágrafo, a história era sustentada, porém, na sequência, era abordada a questão das notícias falsas e a importância de que as pessoas leiam toda a notícia e chequem a fonte para que não se espalhem ou repassarem informações falsas.
O assunto tem tomado cada vez uma proporção maior na Justiça brasileira que se preocupa com a disseminação dessas falsas informações que, entre outras consequências, podem ludibriar a opinião pública, principalmente em um período de eleições, por exemplo. O Facebook e Google também tem tomado medidas para tentar filtrar essas informações para que elas não sejam disseminadas.
No geral, é bastante complicado evitar que essas notícias surjam, pois qualquer pode cria-las. Por outro lado, depende apenas de cada pessoa controlar a euforia ao receber um vídeo ou informação suspeita e, antes de repassá-las a outras pessoas, checar as informações.


