Dezembro de 2013, um crime chocou os moradores do município de Jundiaí do Sul. A vítima, Érica Gabriela da Silva Costa, que tinha 23 anos, desapareceu e, dez dias depois, seu corpo foi encontrado seminu jogado em um plantação de soja. As investigações levaram a polícia até o pedreiro Willian Cruz que chegou a confessar o crime na delegacia, mas, dias depois em juízo, voltou atrás.
Em sua nova versão, Willian relatou que estava seguindo pela estrada rural no bairro Matida quando encontrou Gabriela caminhando e a ofereceu uma carona. Ainda de acordo com o acusado, os dois acabaram se envolvendo e se beijando durante o trajeto e a vítima teria sugerido a Cruz que os dois fizessem sexo.

O homem ainda disse que parou o seu veículo, um Fiat/147 e os dois tiveram relações que, segundo ele, foram consentidas pela vítima, negando ter praticado o estupro. Já com relação a morte da moça, Willian contou que após a relação sexual, Gabriela ficou agressiva como se estivesse alcoolizada ou sob efeito de entorpecentes, sendo que ela pegou uma facão que estava no banco de trás do carro e tentou agredir o suspeito.
Willian disse que nesse momento ele se defendeu da agressão e revidou desferindo um soco no maxilar de Gabriela e, motivado pela raiva, espancou a vítima até a morte ainda dentro do carro. Na sequência, ele abandonou o corpo da moça em meio a plantação de soja e fugiu do local. O que chamou a atenção da polícia foi o fato de que o suspeito levou o celular da vítima que, após sua prisão, foi encontrado jogado em meio a uma mata.
A história não colou para o Ministério Público que denunciou Cruz pela prática dos crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver, mas as acusações acabaram sendo impronunciadas pelo juiz devido à falta de provas. Com isso, o MP recorreu ao Tribunal do Paraná e, desta vez, Willian se tornou réu pelos crimes de homicídio e furto.
Agora, quatro anos após o crime, Willian vai a julgamento nesta quarta-feira (18). A sessão acontece no Tribunal do Júri de Ribeirão do Pinhal. A defesa do suspeito alega que o réu está sendo acusado sem provas e com base em uma confissão extra oficial feita sem a presença de um advogado a qual, inclusive, Willian alega ter sido forçado a declarar na delegacia.


