Sobre a sessão desta quarta-feira (25), na Câmara de Vereadores de Arapoti, pesava na pauta, a denúncia contra o vereador Giovani Modesto (PP).O objeto da acusação protocolada na última sexta-feira (20) e passível de cassação, se refere à um possível estelionato cometido pelo membro do Legislativo, fato que já está nas mãos da Justiça de Arapoti, a partir de uma investigação do Ministério Público.A expectativa da população era de que a aceitação ou arquivamento da denúncia fossem votados ainda na sessão desta quarta-feira.No entanto, tal procedimento não foi necessário, visto que o regimento interno da câmara, após uma alteração em 2009, passou a prever que, em casos de crimes de dano pessoal, a denúncia é aceita no ato do protocolo da mesma. Ou seja, a quebra de decoro, se referindo à honra e não à infrações políticas, gera um acato automático da denúncia, sem necessidade de votação.
Na sessão, os vereadores se ateram a compor um novo Conselho de Ética, pois Giovani era um dos nomes da mesa e precisou ser substituído por ser o alvo da denúncia.
A comissão então, ficou composta pelos vereadores Zildinei Sebastiao Mendes Ferreira, o Nei (PSC) como presidente; Ricardo Rodrigues Pedroso, o Ricardinho (PPS) como relator e Victor Arthur Gomes Brondani (PDT) como membro do conselho.
A partir da data de hoje, 25 de abril, os três vereadores citados têm 15 dias para analisar a denúncia e entregar o parecer à Câmara, documento que, com bases jurídicas, deverá dar continuidade ou decretar o arquivamento do caso Giovani.

Crime de estelionato
Segundo as investigações, Giovani teria praticado o crime entre outubro de 2015 e março de 2016. A prática de estelionato estaria relacionada a promessa que o vereador fez a uma vítima onde o parlamentar se comprometeu a conseguir um aumento de 25% no valor recebido pela idosa através da aposentadoria. Já a outra idosa foi relacionada ao caso quando seus documentos foram encontrados na casa do suspeito, juntos ao da primeira vítima.
Para realizar o processo, Giovani teria cobrado o valor de R$ 4,8 mil, referente ao pagamento de taxas para que o aumento no benefício fosse concedido. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro não chegou até a conta da idosa. O caso acabou chegando até a Justiça, após a filha da prejudicada denunciar o caso na promotoria.


