
Um empresário do município de Santo Antônio da Platina foi preso durante a manhã desta quinta-feira (26) sob a acusação de ser o principal suspeito de ter ordenado uma tentativa de homicídio, além de praticar os crimes de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.
O suspeito foi encontrado no município de Ponta Grossa. A prisão é temporária pelo período de 30 dias. De acordo com o delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho, a medida visa garantir a integridade das investigações. Além disso, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, autorizados pelo juiz Júlio Cesar Michelucci Tanga, na casa e estabelecimento comercial do empresário. Documentos e computadores foram apreendidos.
Após serem realizadas as buscas na casa e no local de trabalho do empresário, ele não foi encontrado em nenhum dos dois lugares. Sendo assim, o delegado entrou em contato com o grupo TIGRE (Tático Integrado de Grupo de Repressão Especial) para dar apoio ao cumprimento do mandado de prisão. Com isso, foi realizado um bloqueio e o homem foi detido em uma rodovia.
Na sequência, o suspeito foi conduzido para cadeia pública de Santo Antônio da Platina para prestar depoimento as autoridades. No geral, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, que foram acompanhados pelos promotores de Justiça de Jacarezinho Diego André Coqueiro Barros e Nathalie Murilo Floroschk.
O empresário foi identificado como Lucas Leite Lima, que é o diretor da empresa de telemarketing American Group. Ele é o principal suspeito de ser o mandante da tentativa de assassinato que por pouco não tirou a vida da empresária Jeniffer de Freitas Vieira, 22 anos. O crime aconteceu no dia 12 de maio em Santo Antônio da Platina.
De acordo com informações de familiares da vítima, que também teria uma empresa de telemarketing, as ameaças contra a jovem e a família eram constantes, sendo que a mãe da vítima chegou a ter aparelhos celulares furtados. Pelas circunstâncias do furto, ela acredita que o objetivo era obter informações sobre a empresa da família.
Já a defesa de Lima preferiu não se pronunciar até que tenha acesso aos autos do processo.


