Dilceu Bona, ex-prefeito de São José da Boa Vista por duas gestões (2005-2008 e 2009-2012) e atualmente representante comercial do ramo de lâmpadas de led, teve a prisão decretada na última sexta-feira (27), após o descumprimento de medidas cautelares, referentes à ação criminal envolvendo seu nome e de mais seis pessoas, em um processo da Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro), instituição que presidiu no ano de 2009.
De acordo com o documento, que proibia o acesso à Amunorpi e exigia sua apresentação periódica em juízo, Bona foi intimado pessoalmente pelo oficial de Justiça em agosto de 2017 e, desde então, nunca compareceu. Segundo Bona, o documento recebido foi encaminhado ao advogado, que não sinalizou ao réu as medidas cautelares.
Em abril deste ano, a defesa do ex-prefeito foi intimada para justificar a ausência de Bona nas apresentações mensais, contudo, após o prazo de dez dias, nenhum parecer foi dado pelo defensor.
Com os prazos decorridos sem manifestação, o Ministério Público denunciou o descumprimento e pediu a prisão preventiva de Bona. A notícia chegou até o réu que, no dia 27 de abril, se apresentou no fórum sem saber que o juiz Elberti Mattos Bernardinelli, já havia deferido o pedido do MP e decretado a prisão.
No mesmo momento, Bona foi detido e recolhido à cadeia pública de W. Braz, onde ficou até a noite de segunda-feira (30), quando, sob o pedido de soltura feita por novos advogados constituídos, teve a prisão revogada mediante o pagamento da fiança fixada em R$ 19 mil.
"Eu estive várias vezes no fórum para audiências, não havia motivos para não ir até o cartório assinar a apresentação periódica"
Em entrevista exclusiva à Folha Extra, Bona afirmou que não foi esclarecido pelo advogado das medidas judiciais e que, se soubesse, compareceria sem problema algum, pois apesar de estar trabalhando com vendas em toda região, está constantemente em Wenceslau. “Eu jamais deixaria a situação chegar a esse ponto, por uma falta tão simples, contudo, a Justiça cumpriu o seu papel e agora ciente dos meus compromissos com a lei, comparecerei pontualmente”, garantiu.
“Eu estive várias vezes no fórum para audiências, não havia motivos para não ir até o cartório assinar a apresentação periódica", continua Bona.
De acordo com o ex-prefeito boa-vistense, as omissões de sua defesa serão discutidas e as medidas cabíveis serão tomadas. Uma reunião com os advogados está marcada para esta sexta-feira (4) para esclarecer a situação que levou a prisão de Bona.


