“Acabou o combustível, nossa honra não!”. Com essa exclamação, foi dado início a uma carreata que, a princípio, seria realizada por caminhoneiros que protestam as margens da PR-092 em Wenceslau Braz, mas acabou sendo aderida por empresários, produtores rurais e população em geral.
A carreata teve início por volta das 11h da manhã desta quinta-feira e percorreu diversas ruas e bairros da cidade brazense. No decorrer do caminho, o que se viu foram diversas pessoas com seus veículo acompanhando os manifestantes, além de diversas pessoas que estavam nas ruas ou funcionários de lojas com bandeiras do Brasil e aplaudiram a ação que se tornou coletiva.
Apesar de já faltar combustível e até mesmo gás de cozinha, grande parte da população se declara a favor dos caminhoneiros e manifesta seu apoio aos motoristas. “Apoio completamente a manifestação dos caminhoneiros, porque isso chega diretamente a mim que trabalho com taxi. Além disso, o valor do óleo afeta tudo que chega até nossa casa”, declarou o taxista Jair dos Santos Rosa, morador da Vila Verde.

Fernando Francisco Vieira, gerente dos postos Cristo Rei. “No dia a dia a gente vê a luta dos caminhoneiros na estrada. Não é justo o preço que é cobrado pelo óleo diesel e o governo tem que entender que eles não estão na estrada para passear, mas para transportar o alimento que chega a nossa mesa. O produtor rural também não põe suas máquinas na roça para brincar, mas para produzir. O governo tem que entender isso e cobrar um preço justo”, frisou.
Em Arapoti, foi promovida uma carreta por volta das 16h desta quarta-feira com objetivo de expressar o apoio de comerciantes e lojistas a paralização dos caminhoneiros. Com isso, grande parte dos comércios do município abriram suas portas apenas a partir do meio dia desta quinta.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, permanecem na região os bloqueios na BR-153 em Ibaiti e Santo Antônio da Platina, na PR-272 em Japira e Pinhalão e Santana do Itararé, na PR-151 em Jaguariaíva e na PR-092 em Arapoti, Siqueira Campos e Joaquim Távora.
De acordo com o presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, a paralização só terá um fim quando a cobrança do PIS/Cofins sobre o preço do óleo diesel for suspensa por lei até o final do ano. Uma nova reunião entre representantes do Governo Federal e líderes da Abcam está marcada para tarde desta quinta-feira. Com isso, o Planalto tenta um “trégua” com os motoristas para que haja o fim da paralização, visto que vários produtos já estão faltando em diversas cidades e afetando, inclusive, aeroportos.


