Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

“Pedra Criminosa” pode virar patrimônio histórico e turístico no Norte Pioneiro

Formação entre Jacarezinho e Ourinhos reúne ciência, lenda e vestígios históricos e ganha força como potencial símbolo cultural e turístico da região

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

JACAREZINHO - Um cenário que mistura milhões de anos de história natural, lendas centenárias e possíveis marcas de conflitos nacionais pode ganhar um novo status no Norte Pioneiro. A chamada Pedra Criminosa, localizada às margens da BR-153, na divisa entre Jacarezinho (PR) e Ourinhos (SP), surge como forte candidata a se tornar um patrimônio histórico, científico e turístico da região.

Continua após a publicidade

Conhecida por muitos apenas como um ponto curioso à beira da rodovia, a formação rochosa carrega um conjunto raro de elementos que a colocam em destaque: valor geológico comprovado, tradição popular consolidada e indícios de relevância histórica.

A discussão sobre seu futuro ganhou força recentemente, especialmente diante da visibilidade trazida pelas obras na rodovia pela EPR Litoral Pioneiro. No entanto, longe de se limitar a um possível impacto, o momento tem sido visto por especialistas e pesquisadores como uma oportunidade de reconhecimento e valorização.

Informações extraoficiais apontam que parte da rocha será retirada, enquanto o restante poderá ser transformado em patrimônio histórico da região. A EPR afirma que até o momento nenhuma decisão foi tomada, e os próximos passos serão alinhados com o IAT.

Continua após a publicidade

Um passado de milhões de anos

Muito antes de qualquer história humana, a Pedra Criminosa já registrava transformações profundas do planeta. Estudos técnicos apontam que a formação apresenta estruturas chamadas de laminações cruzadas, típicas de ambientes desérticos.

Na prática, isso indica que a região já foi ocupada por grandes campos de dunas, em um período geológico muito anterior à configuração atual do território. A informação, baseada em análises de geólogos do Instituto Água e Terra (IAT) e divulgada pelo pesquisador Marcos Almeida, coloca o local como um ponto de interesse científico relevante no Paraná.

Esse tipo de registro não é apenas uma curiosidade: ele abre caminho para uso educativo e para inclusão da área em projetos de geoturismo, segmento que vem crescendo no Brasil.

Continua após a publicidade

A lenda que atravessa gerações

Se a ciência explica a origem, é a história popular que mantém viva a identidade da Pedra Criminosa. Relatos que remontam ao final do século XIX indicam que viajantes que passavam pela antiga rota entre Jacarezinho e Ourinhos observavam sinais incomuns na base da rocha, como fumaça constante.

A suspeita era de que um homem, possivelmente um foragido da Justiça paulista, vivia escondido sob a pedra, em uma área de difícil acesso. A narrativa nunca foi confirmada oficialmente, mas ganhou força ao longo do tempo e se consolidou no imaginário popular.

Imagem ilustrativa criada para dar vida à história. Foto: Reprodução/Instagram Explorando o Norte Pioneiro

Foi a partir desses relatos que surgiu o nome “Pedra do Criminoso”, posteriormente simplificado para Pedra Criminosa, denominação que atravessa mais de um século e segue presente até hoje.

Conexões com a história do Brasil

Além da lenda, o local também pode ter ligação direta com episódios marcantes do país. Há cerca de dois anos, um grupo de detectorismo encontrou projéteis enterrados nas proximidades da formação.

Os objetos podem estar relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932, período em que a região do Vale do Paranapanema foi rota de deslocamento de tropas. Registros fotográficos da época indicam a presença de militares em áreas próximas, reforçando essa hipótese.

Embora ainda não haja confirmação técnica definitiva, os vestígios ampliam a importância histórica do local e fortalecem a ideia de que a Pedra Criminosa vai além do simbolismo popular.

De ponto curioso a referência regional

Com a soma de elementos científicos, culturais e históricos, cresce a defesa de que a Pedra Criminosa seja reconhecida oficialmente como patrimônio e integrada a projetos estruturados de valorização.

Entre as propostas discutidas estão a criação de um geossítio, a instalação de sinalização interpretativa e a inclusão do local em rotas turísticas do Norte Pioneiro. A iniciativa poderia transformar a área em um ponto de visitação, pesquisa e educação.

A ideia também dialoga com projetos maiores, como a Georrota do Norte Pioneiro, que busca mapear e valorizar locais com relevância geológica e histórica na região.

“Preservar esse espaço é garantir que diferentes camadas da história, da formação da Terra até a presença humana, continuem acessíveis às futuras gerações”, destacou o pesquisador Marcos Almeida em publicação recente.

Com informações do Portal JNN.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Corrupção dentro da delegacia: policial vira alvo de investigação no Norte Pioneiro
23/04/2026
Próxima Notícia
Sengés transforma Dia da Terra em mobilização ambiental e distribui 3 mil mudas nativas
23/04/2026