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Advogados falam em participação de adolescente em espancamento e pedem afastamento de conselheira tutelar em Santana do Itararé

Defesa estuda ainda enquadramento por associação criminosa e reforça pedido de medidas para responsabilizar todos os envolvidos; investigação da Polícia Civil apura cárcere privado

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

SANTANA DO ITARARÉ - A defesa da mulher espancada em praça pública em Santana do Itararé apresentou novos elementos que ampliam a gravidade do caso. Em informações exclusivas à Folha, os advogados afirmam que uma adolescente participou das agressões e articulam pedido de afastamento de uma conselheira tutelar citada entre as suspeitas. O caso também passa a ser analisado como possível associação criminosa.

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A assistência jurídica da vítima, conduzida pelos advogados José Diniz, de Curitiba, e Celso Antonio dos Santos, de Tomazina, enviou documentos à reportagem nesta sexta-feira (17), apresentando novos elementos sobre o caso.

De acordo com o material, os advogados estudam requerer à Justiça o afastamento da conselheira tutelar, diante da gravidade das condutas atribuídas. O nome da conselheira ainda será preservado pela reportagem por questões jurídicas. Outro ponto destacado é a possível participação de uma adolescente nas agressões, o que, segundo a equipe de defesa, contraria diretamente o dever institucional de proteção exercido pelo Conselho Tutelar e levanta questionamentos sobre a atuação da servidora durante o episódio.

Os representantes da vítima também afirmam que irão insistir no enquadramento do caso como associação criminosa, considerando o número de pessoas que teriam participado diretamente das agressões. “Porém, quem foi omisso poderá ser responsabilizado no decorrer do processo”, diz o documento.

Em declaração à Folha, o advogado José Diniz destacou que a linha de atuação será firme e baseada na adoção de medidas imediatas. “Serão protocoladas providências urgentes perante o Poder Judiciário, com o objetivo de resguardar a integridade física e psicológica da vítima, prevenir quaisquer atos de intimidação ou retaliação, bem como assegurar a lisura das investigações até a completa elucidação dos fatos”, afirmou.

No âmbito investigativo, a Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar os fatos. A vítima, de 53 anos, prestou depoimento formal nesta quarta-feira (16), no qual confirmou ter sido alvo de agressões coletivas em via pública e relatou que foi levada contra a própria vontade em um veículo, circunstância que, segundo a defesa, pode configurar, em tese, o crime de cárcere privado.

A equipe jurídica afirma que segue acompanhando de perto todos os desdobramentos do caso e reforça que adotará todas as medidas necessárias para garantir a responsabilização dos envolvidos e a proteção integral da vítima.

Suspeitas devem depor na próxima semana

A investigação conduzida pela Polícia Civil trata o caso, neste momento, como lesão corporal e cárcere privado, mas a tipificação pode ser ampliada caso avance a tese de associação criminosa defendida pelos advogados da vítima.

A Folha apurou que a mulher já foi ouvida formalmente nesta quarta-feira (16). As três suspeitas, entre elas a mulher apontada como conselheira tutelar, devem comparecer à delegacia na próxima quarta-feira (22) para prestar depoimento.

Paralelamente, a Justiça concedeu medida protetiva em favor da vítima, buscando resguardar sua integridade física e impedir qualquer tentativa de intimidação ou retaliação durante o andamento do caso.

Perseguição, espancamento e vítima seminua em praça pública - relembre

O episódio teve início após a vítima, de 53 anos, se envolver em um relacionamento com um homem que afirmava estar separado da companheira, embora ambos ainda residissem na mesma casa. Com o avanço da relação, a mulher descobriu que a informação não era verdadeira, situação que, segundo a denúncia, culminou em uma sequência de agressões praticadas por familiares do homem, entre elas filhas e uma sobrinha.

De acordo com a denúncia apresentada pela família, as agressões começaram na noite da última quarta-feira (08). A vítima caminhava nas proximidades do lago municipal quando percebeu que estava sendo seguida por duas jovens, identificadas como filhas do homem com quem ela se relacionava. Instantes depois, foi abordada e violentamente atacada com socos, chutes e puxões ainda em via pública.

Sob agressões constantes, a mulher foi forçada a seguir até a praça central do município, onde a violência se intensificou diante de moradores. No local, ela foi derrubada no chão e teve as roupas rasgadas durante os ataques, ficando parcialmente nua em plena área pública.

Na sequência, um veículo chegou ao local e uma terceira mulher, apontada como conselheira tutelar, passou a integrar o grupo de agressoras. A vítima foi colocada à força dentro do carro e levada até a residência da companheira do homem, onde as agressões continuaram.

Segundo a denúncia, a violência só cessou após a intervenção de familiares. Mesmo assim, ao deixar o local, a vítima conseguiu escapar, mas foi novamente alcançada a poucos metros e voltou a ser agredida. As agressões teriam sido interrompidas apenas após a intervenção de outra moradora.

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