DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Um médico ginecologista de 81 anos foi indicado pelo crime de violação sexual mediante fraude em Irati, no Sudeste do Paraná. O caso aconteceu no dia 4 de fevereiro, e o inquérito foi concluído apenas nesta semana, devida a sensibilidade do caso.
De acordo com as investigações, o crime aconteceu contra uma paciente de 24 anos. Segundo a Polícia Civil, o profissional, sob o pretexto de realizar procedimentos clínicos, praticou atos libidinosos contra a mulher. A vítima relatou que, durante o exame, o médico realizou massagens em suas partes íntimas, sob uma justificativa de “orientação sexual”, conduta que não possui qualquer respaldo técnico-científico ou protocolo médico reconhecido.
A vítima procurou a delegacia apenas no dia 11 de fevereiro para registrar o fato. Segundo ela, o atraso para registrar foi devido ao extremo abalo emocional. Depois de confirmar com outros profissionais de saúde que os procedimentos realizados pelo ginecologista não eram normais, e diante da persistência de sintomas como insônia e desespero, ela decidiu formalizar a denúncia.
"A investigação também apurou que, durante o atendimento, o médico atendeu a uma chamada telefônica de cunho pessoal por cerca de cinco minutos, mantendo a paciente despida e em posição vulnerável na mesa de exames. Além disso, a análise do prontuário eletrônico da instituição revelou que, diferentemente de atendimentos anteriores realizados por outros profissionais, não houve qualquer registro clínico, anamnese ou solicitação de exames por parte do investigado na data do fato", destaca o delegado da PCPR Luis Henrique Dobrychtop.
Além da vítima, a polícia ouviu testemunhas, profissionais de saúde e realizou a escuta especializada do filho da vítima, de 5 anos, que presenciou parte do atendimento. Diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, uma vez que a especialidade exige contato físico íntimo e privacidade, a autoridade policial indiciou o investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude, conforme o artigo 215 do Código Penal, e representou pela medida cautelar de afastamento das funções públicas e suspenção do exercício profissional do médico.
DENÚNCIAS
A PCPR reforça a importância de que vítimas de crimes contra a dignidade sexual procurem a delegacia para registro e orientação. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (PCPR) ou 181 (Disque-Denúncia).


