Redação - Folha Extra
SIQUEIRA CAMPOS - A Polícia Civil de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro do Paraná, está investigando o caso de uma ossada humana que foi encontrada em frente ao cemitério municipal do município na última terça-feira (07). A principal suspeita é de que os ossos tenham sido retirados do próprio cemitério.
De acordo com as informações apuradas pela reportagem da Folha no dia dos fatos, a equipe da Polícia Civil foi acionada para prestar atendimento a uma ocorrência após ossos humanos serem encontrados em uma caçamba com entulhos que estava em frente ao cemitério.
No local, a equipe constatou que os ossos de um adulto estavam jogados dentro da caçamba em meio a matérias que haviam sido retirados do cemitério durante um trabalho de limpeza em ações de combate a dengue.
Ainda de acordo com as informações do investigador Fernando Teixeira, em contato com as equipes que trabalham no cemitério os agentes foram informados que não havia sinais de que os ossos tinham sido retirados do local, o que aumentou ainda mais o suspense.
Diante da situação, a ossada foi recolhida e encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) de Jacarezinho para realização de exames e tentativa de identificação.
Já nesta segunda-feira (13), novos detalhes do caso foram repassados a reportagem. Duante as investigações e devido ao avançado estado de decomposição dos ossos, a suspeita de que os ossos tenham sido retirados do próprio cemitério voltaram a ser uma das principais hipóteses do inquérito policial.
Este tipo de situação, caso confirmada a violação de túmulo ou a dignidade da pessoa falecida, pode se enquadrar como “Vilipêndio de Cadáver” o qual tem pena prevista de um a três anos de prisão ou multa. A Lei protege a dignidade dos mortos enquadrando como crime atos de desrespeito, ultraje, mutilação ou exposição indevida.
PROFANAÇÃO NO PARANÁ
No último dia 03 de abril, um caso de violação de túmulos foi registado no município de Maraselva, região Norte do Paraná.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, a equipe foi acionada para prestar atendimento a uma ocorrência após sete túmulos serem quebrados e os ossos que estavam neles furtados.
O que mais chamou a atenção da polícia e tornou o crime ainda mais macabro foi o fato de que, em um dos túmulos violados, a pessoa havia sido enterrado há menos de três meses e teve o corpo furtado.

