DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
A crise entre Donald Trump e o Guarda Revolucionária do Irã atingiu um novo e assustador patamar nesta terça-feira (7), após uma sequência de ameaças devastadoras dos dois lados. Com o ultimato imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz se aproximando do fim, o presidente norte-americano voltou a usar a Truth Social para lançar uma declaração explosiva: “Uma civilização inteira morrerá esta noite”.
A fala incendiária veio acompanhada de pressão máxima sobre Teerã. Trump sinalizou que, caso o Irã não recue, a ofensiva poderá atingir infraestrutura estratégica, pontes, instalações energéticas e alvos militares, ampliando ainda mais a guerra que já provoca reflexos em toda a região do Golfo. Nas últimas horas, ataques dos EUA contra posições iranianas em Kharg Island e corredores logísticos reforçaram o clima de pré-confronto total.
Do outro lado, a resposta iraniana veio em tom igualmente brutal. A Guarda Revolucionária afirmou que qualquer novo passo de Washington poderá desencadear uma “destruição global”, com capacidade para “remodelar o planeta” e transformar cidades americanas em escombros “num piscar de olhos”. Em uma série de mensagens, o porta-voz Ibrahim Thul-Fiqari afirmou que os abrigos fortificados dos EUA seriam “caixões prontos” diante da “ira devastadora” de Teerã.
O governo iraniano também reforçou que não pretende ceder sob pressão. Autoridades ligadas ao vice-presidente Mohammed Reza Aref e ao Ministério das Relações Exteriores disseram que a retórica americana não abalará “uma nação civilizada”, sustentando que a resposta será guiada pela defesa dos interesses nacionais e pela força interna do país.
O ponto central da tensão segue sendo o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O bloqueio promovido pelo Irã já pressiona mercados globais, eleva o preço do barril e acende o alerta para um impacto econômico em cadeia. Com o relógio correndo contra o prazo final estabelecido pela Casa Branca, a comunidade internacional teme que as ameaças saiam do campo diplomático e se convertam em uma ofensiva de proporções históricas.
Com informações de Reuters, UOL e Leo Dias.

