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Venezuelanos que vivem no Paraná relatam medo após ataque dos EUA

Curitiba concentra o maior número de migrantes venezuelanos acolhidos no Brasil; muitos ainda mantêm familiares na Venezuela

Migrantes venezuelanos residentes em Curitiba e em outras cidades do Paraná relatam um clima de insegurança e angústia diante das informações sobre um ataque de grande escala realizado por forças dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido na madrugada deste sábado (3).

A apreensão é maior entre aqueles que ainda possuem familiares vivendo no país de origem. As notícias passaram a circular rapidamente pelas redes sociais e veículos internacionais, provocando incerteza entre a comunidade migrante instalada no Estado.

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Família em área sensível do conflito

Morando no Brasil há cerca de dois anos, Caroline A. acompanha os desdobramentos por meio de transmissões ao vivo feitas por jornalistas venezuelanos e por contatos com familiares. Parte da família dela vive em Caracas, capital da Venezuela, próxima a áreas diretamente afetadas pelos acontecimentos.

“A família da minha mãe está em Caracas, muito perto de onde o presidente foi deposto. As garantias constitucionais estão suspensas, mas as pessoas estão tentando manter a calma. Existe medo, sim, mas também muita fé”, relatou.

A confirmação do ataque foi divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ainda que o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido capturado. Durante a madrugada, uma série de explosões foi registrada em Caracas. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo aproximado de 30 minutos.

Paraná concentra acolhimento de venezuelanos

Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu migrantes venezuelanos por meio da Operação Acolhida, iniciativa coordenada pelo Governo Federal para acolhimento e interiorização de imigrantes em situação de vulnerabilidade.

Entre abril de 2018 e novembro de 2025, 8.930 venezuelanos foram acolhidos na capital paranaense por meio do programa, segundo dados oficiais.

Ansiedade e falta de informações

A incerteza também afeta venezuelanos que vivem em outras regiões do Estado. Morador de Maringá, Alexandre Figueroa afirma que a ansiedade tem sido o sentimento predominante desde a divulgação das notícias.

“É uma ansiedade muito grande. A gente quer acreditar que tudo acabou, mas parece que ainda está acontecendo. Não sabemos se haverá novos ataques, nem onde. O que todos desejamos é que isso termine bem”, desabafou.

Já Yanismar Rodriguez, residente em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, relata preocupação ainda maior devido à falta de contato com familiares que vivem na Venezuela.

“É extremamente preocupante. Tenho parentes no interior, mas a maioria da minha família está em Caracas. Não conseguimos falar com ninguém, nem por ligação, nem por mensagem. As notícias chegam pela mídia, mas da família não temos nenhuma informação”, afirmou.

Enquanto o cenário internacional segue indefinido, a comunidade venezuelana no Paraná acompanha os acontecimentos com apreensão, à espera de notícias que tragam segurança e estabilidade aos familiares que permanecem no país.

G1 Paraná

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