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Silvinho, um artista Brazense: entre a ciência, a fé e o som que resiste

Um professor de exatas, um artista de alma, e a música como expressão de luz em tempos de ruído

Por Flávio Mello

Secretário Municipal de Cultura
@flaviomelloescritor

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Conheci o Silvinho quando ainda lecionava em um colégio particular na cidade onde ele mora Wenceslau Braz. Eu, da literatura; ele, da física. Dois mundos que, à primeira vista, parecem distantes, mas que, naquele espaço comum, encontravam diálogo nos corredores, nas conversas e, principalmente, na sensibilidade – o tempo físico da Arte.

Desde o início, ele me pareceu uma pessoa encantadora. Sempre contido, discreto, quase silencioso, mas daqueles silêncios que guardam grandeza. E, aos poucos, essa grandeza foi se revelando. Lembro das partidas de futebol com os alunos do ensino médio. Entre risos, disputas e aquela energia juvenil, era comum ouvir: “O professor Silvinho joga muito!”. E jogava mesmo. Dava show. Mas, com o tempo, fui entendendo que aquele não era o único palco onde ele brilhava.

O verdadeiro espetáculo vinha depois.

Nos eventos escolares, nas feiras culturais, lá estava ele, como quem não quer nada, tomando o espaço com um talento que não se impõe, mas conquista. Multi-instrumentista, dono de uma voz incrível, presença de palco natural. E eu, até então, sem saber que ali estava também um produtor e compositor de mão cheia.

Nossa amizade foi crescendo assim: entre conversas sobre música, arte e, claro, física, sua paixão. Ao longo dos últimos oito anos, acompanhei sua trajetória de perto. E há algo curioso nisso tudo: seja no futebol, na sala de aula ou na música, Silvinho sempre foi “o dono da bola”. Não por vaidade, mas por essência.

Na última terça-feira, tive o prazer de levar um pouco dessa essência ao ar, no meu programa Cultura em Distorção, no quadro dedicado aos artistas regionais. Toquei uma de suas músicas.

E que música.

“O Cordeiro Ressuscitou” não é apenas uma canção. É uma experiência. Uma produção refinada, uma letra poderosa, carregada de entrega, dor e redenção. Uma composição que nasce da fé e se transforma em ponte, entre o humano e o divino.

Silvinho faz música gospel. Mas reduzir seu trabalho a um rótulo seria pouco. O que ele constrói é som com propósito, é arte atravessada por devoção, é expressão sincera de quem entende a música como missão.

E o retorno veio rápido: a audiência elogiou, sentiu, se conectou.

Talvez porque, em tempos de música pasteurizada, feita para consumo rápido e esquecível, ainda existam artistas que caminham na contramão. Que insistem. Que resistem.

Silvio Luiz dos Santos, 37 anos, professor de Matemática, Física e Robótica. Músico desde os 12 anos, encontrou na arte uma forma de se expressar ainda na infância, quando o menino tímido e introvertido descobriu que podia dizer ao mundo aquilo que as palavras sozinhas não davam conta. Começou no teclado, depois no violão, e logo mergulhou no universo das bandas.

Na juventude, formou a “Banda da Igreja” e, posteriormente, o grupo Ovdei, “servos”, “adoradores de Jesus”. Foram anos de estrada em igrejas e eventos, até que a vida, como sempre faz, levou cada integrante por um caminho diferente. O sonho de gravar um CD ficou adormecido. Mas não morreu.

Silvinho continuou compondo. Persistiu. Guardou. Lapidou. Mais de 20 anos escrevendo, mais de 250 letras esperando o momento certo de ganhar voz. E esse momento chegou.

Com a modernidade e o acesso às ferramentas de gravação, passou a produzir suas músicas em casa. Nos últimos três anos, retomou com força aquilo que nunca deixou de existir: a vontade de compartilhar sua arte. Hoje, já soma 10 canções lançadas nas plataformas digitais e segue produzindo, sem pressa, com fé, entendendo que tudo tem seu tempo.

Sua motivação é clara: não escreve para si. Escreve para divulgar a palavra de Deus. Para alcançar vidas. E isso se sente.

Em abril, lançará uma nova canção, “Nova Estação”, nascida para um festival, mais um capítulo dessa trajetória que segue firme, construída com verdade.

Eu sou fã desse amigo. E rogo a Deus que sua caminhada seja leve, firme e cheia de vitórias, porque ele merece. Porque sua arte merece. Porque sua coragem de continuar criando, em um mundo que tantas vezes sufoca o que é autêntico, precisa ser celebrada.

E aqui fica também um pouco do meu papel.

Lutar por aqueles que o mercado tenta calar. Por aqueles que a música industrializada insiste em ignorar. Por aqueles que fazem da arte não um produto, mas um manifesto.

Somos mais.

Somos resistência.

E enquanto houver som, palavra e coragem... seguiremos.

Vida longa, Silvinho. Meu amigo.

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