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“Não vou deixar a Celepar virar os novos Correios”, afirma Ratinho Junior ao defender desestatização

Governador compara estatal paranaense à crise bilionária dos Correios e afirma que quer evitar “rombo futuro” nos cofres públicos

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, subiu o tom nesta sexta-feira (27) ao justificar o processo de desestatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Em declaração direta, ele comparou o cenário da estatal paranaense ao da Correios, que enfrenta dificuldades financeiras em âmbito federal.

“Eu não posso deixar a Celepar virar os novos Correios, que lamentavelmente está quebrado”, afirmou o governador. A referência foi ao empréstimo de R$ 12 bilhões contraído pela estatal federal no ano passado, além de um novo pedido de crédito de R$ 8 bilhões para financiar um plano de reestruturação, ambos com garantia da União.

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Segundo Ratinho Junior, a proposta de desestatização tem como objetivo evitar que a companhia de tecnologia do Estado se transforme, no futuro, em um passivo financeiro para os cofres públicos. “Estamos evitando que a Celepar vire um grande problema para o dinheiro que vem do bolso do contribuinte paranaense”, declarou.

O processo é conduzido com base na Lei Estadual 22.188/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa, e, conforme o governo, cumpre todas as exigências legais previstas. A medida é apresentada como alinhada a uma tendência global, na qual governos optam por modelos mais flexíveis para acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas.

Para o governador, a competitividade do setor é um dos pontos centrais da discussão. “É difícil para uma empresa estatal de tecnologia competir com empresas privadas que dominam o mercado no mundo”, afirmou, defendendo que o Estado precisa priorizar eficiência e agilidade na contratação de soluções digitais.

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Na avaliação do Executivo, a eventual nova gestão da Celepar permitiria maior dinamismo operacional, livre das amarras burocráticas típicas da administração pública direta. Ao mesmo tempo, o Estado passaria a contratar serviços conforme necessidade e desempenho, ampliando a capacidade de inovação.

A discussão, no entanto, envolve também preocupações relacionadas à segurança da informação e ao tratamento de dados dos cidadãos. Ratinho Junior ressaltou que a proteção está garantida pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e que o controle institucional sobre as informações será mantido. Ele destacou ainda que parte significativa dos dados de tribunais superiores e órgãos do Judiciário já é armazenada em infraestrutura operada por grandes empresas globais de tecnologia, como Google e Amazon.

O debate sobre a desestatização da Celepar passa a integrar uma agenda mais ampla sobre o papel do Estado na era digital: manter estruturas próprias ou contratar soluções privadas especializadas? Para o governo, a resposta está na busca por eficiência e sustentabilidade fiscal. Para críticos, o tema exige cautela e transparência máxima diante da relevância estratégica da companhia para a administração pública paranaense.

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A discussão promete avançar nos próximos meses e deve mobilizar tanto o setor político quanto especialistas em tecnologia e gestão pública.

 

 

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