Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Polícia reabre caso de 2006 e prende suspeito pela morte de menina no Paraná

Após quase 20 anos, novas provas técnicas e relatos inéditos levam à prisão preventiva de homem investigado por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e ocultação de cadáver

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deu um passo decisivo na elucidação de um dos crimes que mais chocaram o Paraná. Na manhã desta quinta-feira (19), agentes cumpriram mandado de prisão preventiva contra Martônio Alves Batista, de 55 anos, em Londrina, suspeito de envolvimento na morte da menina Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, assassinada em 10 de abril de 2006, no município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba.

O caso, que permaneceu por anos sem desfecho definitivo, foi reaberto após a polícia obter novas informações e elementos técnicos que reacenderam as investigações. A retomada do inquérito resultou na identificação de indícios considerados consistentes pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba.

Continua após a publicidade

Crime que abalou o Paraná

Giovanna desapareceu enquanto vendia rifas escolares nas proximidades de sua residência. Dois dias depois, seu corpo foi localizado em um terreno baldio, envolto em sacos plásticos e amarrado com fios elétricos. As roupas da criança foram encontradas separadamente, em outro terreno da região.

A perícia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica. Também foram constatados indícios extremos de violência sexual.

À época, a investigação concentrou-se em um grupo de homens que morava na vizinhança. Eles chegaram a ser indiciados e denunciados, enfrentaram julgamento em júri popular, mas acabaram absolvidos por falta de provas conclusivas. O inquérito foi arquivado posteriormente.

Continua após a publicidade
Martônio Alves Batista tem 55 anos e foi preso preventivamente em Londrina. — Foto: Reprodução g1 Paraná

 

Novos relatos e provas técnicas mudam rumo do caso

Quase duas décadas depois, o cenário mudou. Em 2025, mulheres procuraram a DHPP e relataram episódios envolvendo o agora investigado. Segundo a polícia, os depoimentos trouxeram detalhes compatíveis com a dinâmica do crime ocorrido em 2006, incluindo a forma como a vítima teria sido atraída para uma residência, a violência sexual, a asfixia com o objetivo de evitar reconhecimento e a tentativa de despistar a investigação ao descartar as roupas em terreno de terceiros.

Além dos relatos, a reanálise de provas antigas foi determinante. Fios elétricos apreendidos na casa do suspeito, ainda na época do crime, apresentavam características idênticas aos utilizados para amarrar o corpo da vítima. Uma sacola de mercado onde as roupas foram encontradas também foi vinculada recentemente à residência do investigado, após diligências complementares.

Continua após a publicidade

Histórico criminal reforça suspeitas

De acordo com a PCPR, o homem possui antecedentes por importunação sexual e responde a processos por estupro de vulnerável. Em um dos episódios, ele foi denunciado por instalar câmeras em um banheiro feminino de uma lanchonete onde trabalhava, fato que ganhou repercussão e motivou novas denúncias à polícia.

Para a delegada Camila Cecconello, responsável pela investigação, a prisão representa um avanço significativo na busca por justiça.

“Essa prisão é um golpe decisivo contra a impunidade. Demonstra que a Polícia Civil do Paraná não desiste de casos graves, mesmo com o passar dos anos. Crimes hediondos precisam ser enfrentados com rigor, independentemente do tempo transcorrido”, destacou.

 

 

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Orçada em R$ 186 milhões nova pavimentação da PR-160 nos Campos Gerais é contratada
20/02/2026
Próxima Notícia
Estudante transforma sonho em lei e Paraná terá programa permanente de orientação profissional para jovens
20/02/2026