Redação - Folha Extra
CORNÉLIO PROCÓPIO - O Ministério Público do Paraná está investigando uma denúncia de assédio-sexual registrada em um Colégio Cívico-Militar situado no município de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro do Paraná. As informações são da BBC Brasil.
De acordo com a matéria publicada pela BBC, a situação teria ocorrido no ano de 2023 quando ao menos nove alunas com idades entre 11 e 13 anos denunciaram que um funcionário do Colégio havia tocado suas partes íntimas. Segundo o que foi apurado, uma das jovens teria relatado que o homem tocou seus seios em diferentes ocasiões.
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Após os incidentes, as denúncias viraram caso de polícia sendo instaurado um inquérito para apurar a conduta do monitor escolar. O inquérito foi repassado ao Ministério Público que deu sequência ao processo que segue em andamento. Devido a se tratar de uma situação que envolve menores de idade, o processo segue em segredo de Justiça e só veio a tona no final do ano passado.
Ainda conforme apurou a reportagem da BBC, o monitor continuou trabalhando no Colégio, mas conforme as investigações avançaram, ele foi desligado pela Secretaria Estadual de Educação (SEED).
O nome do Colégio não foi divulgado. Com isso, houve uma disseminação de informações envolvendo vários Colégios Militares do município causando preocupação entre pais e alunos.
Em entrevista ao Repórter Wagner, a diretora do Colégio Vila Militar, Cristiane Fernandes, negou qualquer envolvimento da instituição com esta situação. “Fomos surpreendidos por uma postagem atrelando a situação ao nosso colégio. Porém, é uma situação que não tem nenhuma relação com a nossa instituição e só causou preocupação aos pais e alunos. É um caso que já está na SEED e não tem nenhuma relação com nossa escola”, reforçou.
O responsável pelo Terceiro Colégio da Polícia Militar de Cornélio Procópio, Capitão Belineli, também falou sobre a situação. “Fomos surpreendidos pelas notícias atrelando a situação ao nosso colégio envolvendo os policiais que trabalham nessa instituição de ensino. Reforçamos que os fatos aconteceram em outra instituição do município e já estão sendo apurados pela Justiça Estadual, não havendo qualquer relação com nossa escola”, explicou.
O processo segue em andamento e está na fase de recursos. Não foram divulgadas maiores informações sobre a situação ou julgamento do suspeito. O nome da instituição de ensino envolvida não foi divulgado.


