Um suposto crime de sequestro envolvendo uma adolescente mobilizou as equipes policiais do município de Pinhalão na tarde desta quarta-feira (22).
De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 18h a equipe foi acionada por uma mulher a qual passou a relatar que sua neta havia sido sequestrada e mantida em cárcere privado durante toda à tarde da quarta-feira. Diante do chamado, os policiais foram até o bairro rural Lavrinha para averiguar a situação.
Em contato com a solicitante, essa passou a relatar que sua neta foi para escola no período da manhã, mas que, por volta do meio dia quando saiu da aula, foi sequestrada. A menor contou aos policiais que três pessoas lhe abordaram por volta do meio dia e colocaram um pano em seu rosto e, depois disso, ela desmaiou.
Já por volta das 17h30, a adolescente disse que acordou na casa de um dos supostos sequestradores e percebeu que estava amarrada em uma cama e com um pano na boca. A menina ainda relatou que chegou a ouvir a voz de sua mãe perguntando se ela estava no local para um dos sequestradores, mas não conseguiu pedir socorro. Já por volta das 18h, o suposto sequestrador, que também seria um adolescente, lhe desamarrou e teria lhe ameaçado de morte.
Diante dos relatos, os policiais realizaram diligências e localizaram três pessoas apontadas como suspeitas de estarem envolvidas no caso. Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado e, ao serem indagados sobre as acusações da suposta vítima, o trio negou os relatos da menor.
Frente aos fatos, todos os envolvidos na situação foram levados a delegacia da Polícia Civil de Tomazina para que fossem tomadas as providências cabíveis ao caso, inclusive, com o acompanhamento da equipe do Conselho Tutelar.
Porém, apesar de toda a situação, os policiais constataram divergências nos depoimentos da vítimas, pois a mesma apresentou versões diferentes enquanto descreveu a situação aos PM’s e aos conselheiros tutelares. Além disso, a jovem não apresentava nenhuma marca ou lesão que poderia ter sido causada durante a abordagem ou enquanto ficou amarrada. Já o suposto sequestrador informou a equipe que não tiveram contato com a vítima no referido dia e não esteve no bairro da Lavrinha.
Diante de toda a situação e incertezas sobre a veracidade ou não do suposto sequestro, o caso deve ser investigado pela Polícia Civil para apurar o que realmente aconteceu.


