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Cama feita e comida na hora: Albergue atua há 54 anos trazendo dignidade à moradores de rua

Cama feita e comida na hora: Albergue atua há 54 anos trazendo dignidade à moradores de rua

Se você está lendo essa matéria, provavelmente nunca tenha precisado se perguntar se teria um lugar para dormir à noite, mas esta não é a realidade de mais de uma centena de milhares de pessoas em todo país.

Diferente do que muita gente pensa, a maioria das pessoas que vivem nas ruas tem um seio familiar, mas acabaram se entregando ao alcoolismo ou uso de drogas, situação que acomete mais de 84% dessa população em particular.

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Uma pesquisa publicada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base em dados de 2015 projetou que o Brasil tinha na época, pouco mais de 100 mil pessoas estavam vivendo nas ruas.

Para dar ao menos um alimento ou uma noite digna de sono para estes moradores de rua, existem os albergues, que infelizmente, não são suficientes diante da demanda brasileira.

Ponto de acesso de muitos andarilhos, Joaquim Távora mantém a Casa de Caridade São Vicente de Paula desde 1964. Na região, este é o único albergue subsidiado pela prefeitura municipal e pela sociedade, que se mobiliza com alimentos e doações em geral.

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Para presidir a instituição, Marcia Regina Quadri está há 14 anos desempenhando um papel fundamental para o funcionamento do albergue, causa que ela abraçou com amor e dedicação, até quando nenhuma ajuda surgia.

Quando a reportagem visitou a casa, oito pessoas pernoitavam, mas de acordo com Márcia, cerca de 800 pessoas passam anualmente pelos seus cuidados, mas alguns não tem condições de deixar a casa após apenas uma noite.

A diretora da Assistência Social, Celda Danuza Dias, ressalta que o objetivo da casa de passagem não é abrigar permanentemente, mas que, acima de tudo, a casa desemprenha uma função de respeito à humanidade. “Quando os moradores de rua, mesmo em situação debilitada, não querem ficar, eles tem a liberdade de sair, mas não saem sem alimentação, higiene e um agasalho hábil para se manterem nas ruas e, quando necessário, recebem tratamento de saúde e são acolhidos para se recuperarem”, afirma.

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No Norte Pioneiro, não há um registro generalizado do número de moradores de rua, mas em uma pesquisa da reportagem, realizada junto à Assistência Social de cinco municípios, a população de rua é relativamente baixa, mas não deixa de ser preocupante.

Para estes números, existem ações governamentais e comunitárias como sopões, distribuição de cobertores e agasalhos, além do registro de moradores no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

 

Recuperando Vidas

Em Joaquim Távora, através de um trabalho com a Assistência Social e o Ministério Público, os moradores de rua são cadastrados e levados ao albergue para receberem alimentação e uma noite de sono digna.

Marcia afirma que, ficando um dia ou mais, a passagem de ninguém fica em branco. “Quando saímos a noite para resgatar essas pessoas, procuro deixar sempre uma mensagem positiva com eles,  já recuperamos muita gente com esse trabalho. É importante que todos saibam que, com um simples gesto, podemos mostrar que alguém é importante e não precisa levar esse tipo de vida”.

Aparecido Djalma Bagatim, mais conhecido como Dego, conta que foi recuperado na casa de passagem. Ex-bancário, Dego chegou ao albergue em estado de miserabilidade, sem conseguir andar e totalmente dependente do álcool e das drogas. “Acredito que as pessoas só saem do vício e retomam sua vida através de conscientização, e foi isso que a Márcia fez, me mostrou que eu poderia recomeçar”, declara.

 

Uma Causa de Todos

Com contribuição de empresas da cidade, Poder Judiciário e reuniões semanais de grupos religiosos, a casa segue atendendo sob a direção de Marcia, que afirma que ama o que faz e que não tem a intenção de deixar o albergue. “Minha relação com eles é de mãe e filho, recebemos muitas pessoas aqui, nem todos de modo itinerante, pois alguns precisam de cuidados urgentes", afirma.

Contudo, para ficar no abrigo é necessário respeitar algumas regras, segundo Márcia, na casa não entram bebidas, drogas ou qualquer instrumento que possa ser usado em conflitos. “Já aconteceu de pessoas chegarem alteradas, querendo arrumar briga, mas já temos uma metodologia para lidar com esse tipo de situação”, finaliza.

>>>> Dezlise para o lado para ver mais imagens

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