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“Nossa Alma Campeira”

As mesmas vozes que um dia ecoaram em berros descontrolados hoje se dissipam em murmúrios desestruturados

por Flávio Mello

Secretário Municipal de Cultura

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@flaviomelloescritor

 

Lá se vão cinco anos à frente da Cultura desta terra tão querida. Cinco anos em que dediquei minha vida, meu tempo e meu máximo pela Arte Siqueirense. Creio que já não há necessidade de provar o quanto esse trabalho foi relevante,  árduo, desgastante, desafiador. Nos primeiros meses, enfrentei forte oposição ao que propunha. Foram tempos de resistência. Mas, como diz o ditado, o bem sempre prevalece. As mesmas vozes que um dia ecoaram em berros descontrolados hoje se dissipam em murmúrios desestruturados, tal como estavam décadas antes de nosso trabalho ganhar força.

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Recordo-me de que, assim como aconteceu com o hoje Diretor Municipal de Cultura, Vinicius Cardoso, e a criação do Grupo de Teatro Amador Neuri Camargo da Silva, logo nos meus primeiros meses, recebi a visita do professor de Dança e Cultura Gaúcha Emerson Alan Pimentel.

Aquela conversa, ainda em uma sala improvisada na Biblioteca Municipal, foi o início de uma amizade de respeito e companheirismo que dura até hoje. Emerson falava, com brilho nos olhos, sobre a tradição gaúcha e o grupo que havia ajudado a fundar  o Grupo de Dança Gaúcha de Salão Alma Campeira. Falou das lutas, dos desafios e da necessidade de um olhar mais atento do poder público para que a cultura gaúcha tivesse o reconhecimento que merecia em nosso município.

Eu fiquei encantado. Era tempo de pandemia, e me lembro que Emerson ainda se recuperava de uma lesão na perna, o que atrasou o início das aulas. Confesso que fiz pouco, e, ainda acho que faço pouco, diante da grandeza desse grupo. Mas consegui uma escola com quadra coberta para os ensaios e aulas e ofereci a visibilidade que pude. Hoje, o Alma Campeira está conosco na Casa da Cultura, em nosso pátio, que em breve abrigará também a Escola de Circo, com uma lona profissional. Para mim, será, também, a sede oficial da nossa Alma Campeira.

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E, dia após dia, me apaixonei mais.

Encanta-me o comprometimento dos professores Bianca Pereira, Rosivane Canedo e Emerson Pimentel o amor que empregam em cada gesto, o respeito com que tratam o que fazemos, e a paixão que transmitem aos alunos. Foi através deles que conheci mais profundamente essa cultura tão rica. Imagine um metaleiro, como eu, que até então conhecia apenas superficialmente as danças, a música e os valores gaúchos. Por causa deles, fui estudar mais, compreender mais… e, dia após dia, me apaixonei mais.

A história do Alma Campeira começou em 17 de janeiro de 2018, quando três amigos: Rosivane Canedo, Bianca Pereira e Emerson Pimentel, decidiram unir forças e reavivar, em Siqueira Campos, uma tradição que já pulsava forte em nossa região, mas que estava adormecida. A ideia inicial era simples: reunir alguns amigos para aprender e ensinar danças tradicionais gaúchas. Porém, o que começou como um pequeno grupo cresceu rapidamente e, de aula em aula, a paixão pela dança se espalhou.

A professora Bianca sugeriu então dar um nome ao grupo. Inspirados por músicas que falam da Alma Campeira, encontraram ali sua identidade. Um nome que carrega o sentimento de quem vive e valoriza a tradição, a simplicidade e a união de um povo. Desde então, cada ensaio e cada apresentação simbolizam não apenas arte, mas o amor por uma herança cultural que resiste e floresce.

Hoje, o Alma Campeira soma sete bailes de formatura e mais de duzentos alunos formados. Sob a condução do professor Emerson, as aulas acontecem aqui na Casa da Cultura, onde são ensinados ritmos como vaneira, xote, valsa, bugio, chamamé, milonga, polonese e rancheira.

Mais do que um grupo de dança, o Alma Campeira é um elo vivo entre passado e futuro – uma prova de que tradição também é forma de amor.

E por isso, convido você, leitor, a conhecer nossa Alma, nossa Alma Campeira. Venha dançar conosco. Venha sentir essa energia que transforma vidas, como transformou a minha.

Flávio Mello é escritor, músico e gestor cultural paulistano, com obra marcada por lirismo urbano, crítica social e escuta sensível. Após um acidente na juventude, encontrou na literatura um caminho de reconstrução e expressão profunda. Estabelecido em Siqueira Campos (PR), transformou a cena cultural local por meio de projetos, festivais e políticas públicas, sendo amplamente reconhecido por seu impacto regional. Sua escrita transita entre o realismo brutal e a poesia do cotidiano, abordando temas como infância, fé, masculinidade e resistência. É membro de academias literárias e segue criando, também na música, com um projeto de doom metal filosófico.

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