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Estado reforça investigação e orientações após confirmações de intoxicação por metanol

Até o momento, o Paraná registra dois casos confirmados dessa intoxicação exógena e outros quatro casos estão em investigação

DA REDAÇÃO/AEN - FOLHA EXTRA

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), do Governo do Estado, atualizou, nesta segunda-feira (6), as informações sobre os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas no Estado. Até o momento, o Paraná registra dois casos confirmados dessa intoxicação exógena, ambos em pacientes residentes de Curitiba, dois homens de 60 e 71 anos, que seguem internados em hospitais da Capital.

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Outros quatro casos permanecem em investigação: um homem de 36 anos, de Curitiba; uma mulher de 31 anos, de Foz do Iguaçu; um homem de 19 anos, de Cruzeiro do Oeste; e um homem de 27 anos, de Maringá.

A mulher de Foz do Iguaçu já teve alta hospitalar. Todos os outros pacientes estão internados em hospitais de seus respectivos municípios, com exceção do caso de Cruzeiro do Oeste, que está internado em Umuarama. As amostras biológicas foram coletadas e seguem em análise laboratorial para confirmação ou descarte da suspeita. Os exames estão sendo realizados pela Polícia Científica do Paraná, a partir de solicitação da Sesa, conforme protocolo estabelecido no Estado.

“O Paraná está vigilante. Nossas equipes técnicas realizam o monitoramento de todos os casos suspeitos e confirmados, juntamente com os municípios, possibilitando um atendimento rápido, digno e de qualidade para todos os cidadãos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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A Sesa já emitiu uma nota técnica para todas as Regionais de Saúde alertando sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório. Todos os casos suspeitos são notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.

ANTÍDOTO

Neste fim de semana, o Ministério da Saúde enviou ao Paraná 160 ampolas do antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, que consiste em etanol farmacêutico. O produto é encaminhado diretamente ao hospital que está atendendo o caso notificado pelo Estado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional.

Cada caso é avaliado individualmente, com base em critérios clínicos e laboratoriais, para definir a quantidade necessária de antídoto. O protocolo prevê uma dose inicial, chamada de “dose de ataque”, calculada conforme o peso do paciente, e uma dose de manutenção, que pode se estender de algumas horas até 24 horas.

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Em situações graves, por exemplo, um paciente de 100 quilos com necessidade de manutenção por 24 horas pode requerer até 100 ampolas em um único tratamento. Por esse motivo, não é possível determinar previamente a quantidade exata de antídoto utilizada em cada caso, já que o cálculo depende de parâmetros clínicos, laboratoriais e da resposta individual do paciente.

Dois pacientes do Paraná já receberam o antídoto, utilizando integralmente o quantitativo enviado pelo Ministério da Saúde. O Estado aguarda um novo envio do medicamento por parte do governo federal.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL

De forma preventiva e articulada, a Sesa e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) intensificaram as ações conjuntas de rastreamento da origem das bebidas e de orientação à população. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando todos os casos registrados no Estado, em parceria com a Polícia Científica.

Em Curitiba, equipes da PCPR e da Vigilância Sanitária realizaram uma vistoria no local onde o paciente de 60 anos teria adquirido a bebida. Foram apreendidas garrafas suspeitas, que estão sendo analisadas pela Polícia Científica. Até o momento, a principal linha de investigação aponta que o próprio paciente possa ter misturado álcool combustível (etanol automotivo) à bebida que consumiu, o que teria provocado a intoxicação.

Não há indícios de circulação de bebidas adulteradas no comércio, mas a PCPR segue apurando todas as possibilidades e eventuais pontos de venda irregulares.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

É fundamental ficar atento aos sintomas de intoxicação por metanol, pois não é possível identificar a substância pelo cheiro ou sabor, já que ela não altera as características da bebida. Os sinais costumam surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão e podem ser confundidos com os de uma ressaca comum, como dor de cabeça, náuseas, vômitos, tontura, sonolência, confusão mental e falta de coordenação. Em casos mais graves, após 24 horas, podem ocorrer dor abdominal intensa, alterações visuais — como visão turva, fotofobia, pontos escuros e até cegueira —, dificuldade para respirar, hiperventilação, convulsões e coma.

ATENDIMENTO

Diante de qualquer sintoma suspeito, é essencial procurar imediatamente um serviço de saúde. Todos os casos devem ser comunicados aos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Paraná, que orientam sobre o tratamento e notificam a Secretaria de Estado da Saúde. Os contatos são: CIATox Curitiba (0800 041 0148), CIATox Londrina ((43) 3371-2244), CIATox Maringá ((44) 3011-9127) e CIATox Cascavel ((45) 3321-5261).

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Para evitar intoxicações, a Sesa orienta que a população consuma bebidas alcoólicas apenas de estabelecimentos confiáveis, verifique se o lacre e o rótulo estão intactos e sem erros, desconfie de preços muito abaixo do normal e confira se há registro do Ministério da Agricultura e selo do IPI na embalagem. A atenção a esses detalhes é essencial para garantir a segurança e evitar riscos à saúde.

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