DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
O Paraná enfrenta uma situação crítica devido à longa estiagem, que já compromete a saúde da população, a produção de alimentos e eleva o risco de incêndios florestais. No Norte Pioneiro, algumas cidades não registram uma única gota de chuva há pelo menos 26 dias, enquanto nos Campos Gerais, outras cidades estão há mais de 15 dias sem chuva, o que aumenta a preocupação dos moradores diante desse cenário de alerta.
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De acordo com dados oficiais do Sistema de Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), todo o Estado está sofrendo com a longa estiagem, salvo alguns municípios que registraram chuvas fracas nos últimos 30 dias, mas que são em pouca quantidade. O caso começa a preocupar as autoridades, tendo em vista que a umidade relativa do ar também está sendo prejudicada, e diminuindo com o passar dos dias.
Alguns casos chegam a ser espantosos, e retratam este cenário crítico em que o Estado vive. Na cidade de Cambará, região do Norte Pioneiro, a situação é a mais grave, sendo que já se passaram 49 dias desde a última chuva acima de 1mm, que foi registrada no dia 28 de julho, quando choveu um acumulado de 16.2mm.
Depois disso, a cidade teve precipitações em apenas outros três dias, nos dias 8, 20 e 26 de agosto, quando foi atingida por garoas fraquíssimas que acumularam apenas 0,2mm no pluviômetro da estação meteorológica.
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O cenário se repete na cidade de Santo Antônio da Platina, que há pelo menos 26 dias não vê uma gota de chuva cair do céu, assim como em Londrina. Já nos Campos Gerais, a situação crítica é na cidade de Jaguariaíva, que não registra 1mm de chuva desde que o mês de setembro começou, ou seja, nos últimos 15 dias. O último registro de chuva na cidade foi de 0,2mm, antes de começar o mês.
Contudo, este cenário traz consigo uma série de dificuldades, impactando diretamente na saúde, no ambiente e na qualidade de vida dos moradores. O ar seco favorece crises respiratórias e alergias, enquanto o risco de queimadas aumenta e as lavouras sofrem com a falta de água, comprometendo a produção e a economia local.
Para a saúde, o tempo seco apresenta um risco imenso. Com a umidade relativa do ar em queda, médicos alertam para o aumento de problemas respiratórios, alergias e irritações nos olhos e na garganta. Crianças e idosos estão entre os mais vulneráveis, já que o ar seco facilita crises de asma e outros problemas relacionados.
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No meio ambiente, os efeitos da estiagem também são preocupantes. A vegetação seca se torna combustível para queimadas e incêndios florestais, que se espalham com maior facilidade e intensidade. Animais silvestres também sofrem com a escassez de água e alimento, o que provoca desequilíbrio na fauna local.
Nos últimos dias, a região tem registrado diversos incêndios em áreas de vegetação. Jacarezinho, Santo Antônio da Platina e Cambará estão entre as cidades que mais enfrentaram focos de fogo, muitos deles de grande proporção.
No entanto, este cenário preocupante está prestes a ter um alívio. Segundo o Simepar, áreas de instabilidade trazem chuva ao Paraná nesta segunda-feira (15), começando entre a tarde e a noite no extremo Sul do Estado e subir em direção às outras regiões até a terça-feira (16), chegando de forma isolada até o Norte Pioneiro e Campos Gerais.
Mas a chuva durará pouco. Na quarta (17) e quinta-feira (18) o tempo volta a ficar estável em todo o estado. Com o predomínio do sol, as temperaturas na quinta podem chegar aos 35°C na região. Na sexta-feira (19), o cenário poderá mudar novamente, tendo em vista que com essa montanha-russa nas temperaturas, a probabilidade de chuvas e tempestades aumenta.