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Jogador de Arapoti é alvo de ataques racistas e ameaças em jogo de futsal

Bruno Henrique Padilha de Oliveira, conhecido como Bruninho, foi vitima de ofensas proferidas pela torcida do Marreco Futsal em jogo da Copa AMCG

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

ARAPOTI - Lamentavelmente o racismo ainda é um desafio impactante e um problema constante em todo o mundo, especialmente quando se tratam de esportes, e, neste último sábado (06), a região dos Campos Gerais do Paraná foi palco de mais uma cena estarrecedora, repugnante e desprezível destes atos indignos. Um jogador da cidade de Arapoti foi vítima de racismo durante um jogo da Copa AMCG, contra a equipe do Marreco, de Imbaú.

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O caso aconteceu na cidade de Imbaú, onde a equipe do Bulls Futsal, de Arapoti, enfrentava a equipe do Marreco. Durante a partida, o atleta arapotiense Bruno Henrique Padilha de Oliveira, mais conhecido como Bruninho, foi vítima de atos racistas, proferidos pela torcida local. A situação chocou moradores da região, e trouxe à tona um problema antigo, mas que tem sido um empecilho na vida de muitos na atualidade.

Conforme o regulamento da competição, e leis que desaprovam este tipo de atitude, o árbitro da partida precisou interromper o jogo, acionar as autoridades e encerrar a disputa ali mesmo. Contudo, segundo informações do Portal DCMais, o autor do crime foi identificado pela Polícia Militar, preso e conduzido à Delegacia de Telêmaco Borba, com registro oficial em boletim de ocorrência.

Em nota oficial, a equipe do Bulls Futsal repudiou os atos proferidos contra seu jogador. “O Bulls Futsal Arapoti manifesta seu mais profundo repúdio aos atos de racismo e violência sofridos no último sábado (06/09) por nossa equipe na partida contra o Marreco de Imbaú, em Imbaú, pela Copa AMCG”, diz a nota.

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Além do ato de racismo, a delegação de Arapoti ainda relatou que alguns integrantes da torcida foram até o ônibus da equipe arapotiense, onde fizeram novas ameaças e intimidações contra os atletas e a comissão técnica, em um clima de tensão que se estendeu até a madrugada deste domingo (07).

“Nossa delegação também sofreu ameaças e intimidações covardes, inclusive junto ao ônibus da equipe, em clima hostil que se estendeu até a madrugada, não obtivemos qualquer apoio da Prefeitura ou Secretaria de Esportes de Imbaú”, afirmou a equipe.

A equipe da casa também se pronunciou sobre o acontecido. Em nota oficial, o Marreco Futsal também repudiou os atos, e afirmou ter sido um ato desumano, que não condiz com os valores do esporte.

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“Em primeiro lugar, expressamos nosso repúdio incondicional a qualquer ato de racismo. O racismo é crime, é desumano e não condiz com os valores do esporte. Todo atleta, torcedor e cidadão merece respeito, dignidade e inclusão”, diz a nota.

No entanto, a equipe afirmou ter oferecido apoio total aos visitantes, que não aceitou a ajuda. “O Marreco Futsal reforça que não compactua com qualquer prática de racismo, violência ou intimidação. Também esclarece que, em nenhum momento, deixou de colaborar com as autoridades ou de prestar auxílio à delegação visitante. Inclusive, foram oferecidas alternativas de transporte, que inicialmente não foram aceitas pela equipe adversária”, afirmou a equipe.

A prefeitura de Imbaú também divulgou uma nota oficial, afirmando se solidarizar com o atleta, estando à disposição dele para oferecer todo o suporte necessário. “Nos solidarizamos com o atleta Bruninho, com sua equipe Bulls Futsal, torcedores e familiares, reafirmando que nenhuma forma de preconceito será admitida em nosso município. O racismo, além de ser moralmente inaceitável, constitui crime tipificado na Lei nº 7.716/1989, sujeitando os autores às penas previstas em lei”, diz a nota.

“Também nos colocamos à disposição do atleta injuriado para oferecer todo o suporte necessário, seja jurídico, psicológico ou social”.

Além de chocar e comover toda a região, o caso traz à tona um problema que tem se agravado nos últimos anos. Apesar das campanhas de conscientização e das leis que o proíbem e punem, atos discriminatórios têm se tornado cada vez mais frequentes, não apenas em quadras e estádios de futebol, mas também nas ruas, escolas, ambientes de trabalho e diversos outros espaços da sociedade, evidenciando que, em vez de avançar, parte da sociedade parece estar regredindo.

 

Confira as notas na íntegra:

Nota Oficial – Bulls Futsal:

“O Bulls Futsal Arapoti manifesta seu mais profundo repúdio aos atos de racismo e violência sofridos no último sábado (06/09) por nossa equipe na partida contra o Marreco de Imbaú, em Imbaú, pela Copa AMCG.

Nosso atleta Bruninho foi vítima de racismo, o que levou à paralisação e encerramento do jogo. O autor foi preso em Telêmaco Borba, o fato registrado em súmula e boletim de ocorrência.

Nossa delegação também sofreu ameaças e intimidações covardes, inclusive junto ao ônibus da equipe, em clima hostil que se estendeu até a madrugada, não obtivemos qualquer apoio da Prefeitura ou Secretaria de Esportes de Imbaú.

Agradecemos à Polícia Militar de Imbaú pelo suporte prestado. Reiteramos: o racismo é crime, é desumano e jamais será tolerado.

Cobramos que a AMCG adote providências imediatas e aplique punições severas, responsabilizando a cidade de Imbaú pelas hostilidades contra nossa delegação".

 

Nota Oficial – Marreco Futsal:

"O Marreco Futsal vem a público se manifestar sobre os acontecimentos ocorridos no último sábado (06/09), durante a partida contra o Bulls Futsal de Arapoti, válida pela Copa AMCG.

Em primeiro lugar, expressamos nosso repúdio incondicional a qualquer ato de racismo. O racismo é crime, é desumano e não condiz com os valores do esporte. Todo atleta, torcedor e cidadão merece respeito, dignidade e inclusão.

Durante a partida, a arbitragem, seguindo regulamento, interrompeu o jogo e acionou as autoridades competentes após denúncia de suposto ato de racismo vindo da arquibancada. O caso foi encaminhado à Polícia Militar e à Polícia Civil para os devidos procedimentos, e agora segue sob análise da Justiça e da organização do campeonato.

O Marreco Futsal reforça que não compactua com qualquer prática de racismo, violência ou intimidação. Também esclarece que, em nenhum momento, deixou de colaborar com as autoridades ou de prestar auxílio à delegação visitante. Inclusive, foram oferecidas alternativas de transporte, que inicialmente não foram aceitas pela equipe adversária.

Sobre acusações de ameaças fora do ginásio, reiteramos que não temos envolvimento e não podemos ser responsabilizados por situações externas ao clube e à partida. Confiamos que os órgãos competentes investigarão todos os fatos para que a verdade prevaleça.

O Marreco Futsal seguirá trabalhando com seriedade e transparência, mantendo seu compromisso com os valores que norteiam o esporte: ética, respeito, união e inclusão".

 

Nota Oficial – Prefeitura de Imbaú:

"A Prefeitura Municipal de Imbaú vem a público manifestar seu mais profundo repúdio a qualquer ato de violência no esporte, sobretudo quando motivado pelo racismo, crime hediondo, desumano e intolerável em nossa sociedade.

Nos solidarizamos com o atleta Bruninho, com sua equipe Bulls Futsal, torcedores e familiares, reafirmando que nenhuma forma de preconceito será admitida em nosso município. O racismo, além de ser moralmente inaceitável, constitui crime tipificado na Lei nº 7.716/1989, sujeitando os autores às penas previstas em lei.

O agressor já foi identificado e, como medida imediata, estará banido de todas as competições esportivas realizadas em nosso município. Também nos colocamos à disposição do atleta injuriado para oferecer todo o suporte necessário, seja jurídico, psicológico ou social.

Esclarecemos que, durante a partida, a Prefeitura de Imbaú garantiu suporte integral à segurança e bem-estar de todos os envolvidos, disponibilizando ambulância com equipe de enfermagem, policiamento, Conselho Tutelar, Assistência Social e transporte — este último recusado pela equipe visitante. Ressaltamos e agradecemos a pronta atuação da Polícia Militar, que registrou o ocorrido e tomou as devidas providências.

Reiteramos: Racismo é crime, é covardia e é inadmissível. Continuaremos fortalecendo políticas públicas que visem coibir o preconceito em todas as suas formas e atuaremos de maneira firme para que situações como esta jamais se repitam em nossos eventos esportivos.

Imbaú segue comprometida com a luta contra o racismo, dentro e fora do esporte".

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