Redação - Folha Extra
JAGUARIAÍVA - Uma família do município de Jaguariaíva segue em busca de respostas sobre a morte de Aylla Eloá, uma bebê de um ano e oito meses que morreu no dia 04 de julho deste ano após ter atendimento negado em uma UBS (Unidade Básica de Saúde). O caso segue sendo investigado, inclusive, com apoio da própria prefeitura do município.
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De acordo com as informações divulgadas pelos familiares, a bebê passou mal e teve febre durante a madrugada do dia 04 de julho. Após apresentar melhora, a criança voltou a passar mal durante a tarde do mesmo dia sendo então levada por sua mãe até uma Unidade Básica de Saúde do Município. Ainda segundo a genitora, sua filha não recebeu atendimento médico na UBS.
Como a criança estava cada vez pior, a mãe se deslocou até o hospital do município em busca de atendimento médico. Durante o trajeto, que foi realizado a pé, a mãe relembra que a bebê começou a ter convulsões. A criança chegou a ser atendida no hospital onde deu entrada por volta das 17h00, mas não resistiu e veio a óbito no fim da noite.
Na época, o prefeito do município, Juca Sloboda, não se esquivou da responsabilidade do município e garantiu que a prefeitura irá acompanhar o caso informando que iria abrir uma investigação interna e acompanhar os trabalhos da polícia. “A falha teve, de procedimentos, de atendimento, e nós vamos descobrir aonde foi essa falha. Nós não vamos jamais acobertar o que aconteceu. Nós abrimos um processo administrativo na prefeitura e queremos punir quem realmente errou nessa história”, disse o prefeito.
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Juca também se solidarizou com a dor dos familiares e destacou que, além de esclarecer os fatos das circunstâncias da morte de Aylla, a prefeitura também busca esclarecer o incidente para evitar que a situação ocorra novamente. “Trazer a criança de volta a gente não vai conseguir, mas o que a gente quer é jamais repetir um erro como este. Se for culpa nossa, da administração, nós assumimos”, enfatizou Juca.
O atestado de óbito aponta que a criança morreu vítima de insuficiência respiratória aguda, pneumonia comunitária e broncoespasmo grave. O documento causou estranheza por parte da família da vítima que afirma que Aylla nunca foi diagnostica ou apresentou qualquer tipo de sintoma das doenças relacionadas a causa de sua morte.
A família informa que, através da advogada que os representa, pediram a Polícia Civil a realização de um exame que apontasse as causas da morte da criança, mas isso não foi realizado. Com isso, a família optou pelo pedido de exumação do corpo de Aylla para realização do exame, mas o pedido foi novamente negado na Justiça.
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Segundo a Polícia Civil, a exumação é desnecessária uma vez que há elementos que comprovam que a morte da criança está relacionada as doenças como, por exemplo, uma radiografia que foi realizada quando Aylla estava no hospital e mostrou uma mancha em seu pulmão apontando que havia pus, sangue e outros fatores relacionados a doenças respiratórias. A PC ainda destacou o histórico do nascimento pré-maturo da bebê e demais observações de seu histórico clinico para confirmar a relação entre as doenças respiratórias e o óbito da bebê. Com isso, o caso foi arquivado.
A família defende que é necessária a realização de uma autópsia do corpo da criança para que sejam esclarecidas quaisquer dúvidas em relação a causa da morte de Aylla. A defesa irá recorrer da decisão da Justiça a fim de que a exumação da criança seja realizada.