JAGUARIAÍVA - Uma queimada controlada, também conhecida como queima prescrita, foi realizada nesta sexta-feira (22) no Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais. A ação envolveu cerca de 70 profissionais do Instituto Água e Terra (IAT) e do Corpo de Bombeiros do Paraná e abrangeu uma área de 27 hectares.
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O objetivo é restaurar a vegetação nativa da Unidade de Conservação e garantir a recuperação completa do bioma em até cinco anos. Esta foi a primeira de seis etapas previstas dentro do plano de manejo da área. Embora já aplicada em outras unidades de conservação do estado, como o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, é a primeira vez que a técnica é utilizada no Cerrado paranaense – bioma que ocupa apenas 1% do território do estado.

Como funciona a técnica
A queima prescrita é uma prática controlada e monitorada, recomendada por especialistas para conter a proliferação de espécies exóticas invasoras, que ameaçam o crescimento da flora nativa. Prevista no Plano de Manejo do parque, a técnica vem sendo aplicada em Vila Velha desde 2014, com resultados positivos para a regeneração ambiental.
A operação é feita exclusivamente no período de inverno, entre maio e agosto, quando a ausência de ninhos e do período reprodutivo das aves minimiza riscos à fauna local.
Apoio e integração
Além do trabalho dos órgãos ambientais, a ação conta com o apoio da Prefeitura de Jaguariaíva, de voluntários e do Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, fortalecendo a integração entre poder público, comunidade e instituições especializadas.
Segundo o IAT, a meta é que, ao longo das seis etapas planejadas, a área do parque apresente recuperação gradativa e sustentável, preservando a biodiversidade e consolidando o Cerrado como um importante patrimônio ambiental do Paraná.


