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BrasPine não confirma demissões de funcionários em Jaguariaíva e Telêmaco Borba

Após rumores de demissões nas duas unidades nos Campos Gerais, empresa não confirma nenhum desligamento até o momento, de acordo com assessoria de imprensa

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Em um dos maiores polos madeireiros do Paraná, na região dos Campos Gerais, especificamente em Jaguariaíva e Telêmaco Borba, a fábrica de processados de pinus, BrasPine, foi uma das primeiras a adotarem a estratégia de férias coletivas. A primeira movimentação da empresa deu férias para 700 funcionários da unidade Jaguariaíva, e pouco tempo depois, a medida foi aplicada para 800 colaboradores de Telêmaco Borba, totalizando 1,5 mil de seus 2,5 mil funcionários nestas duas cidades.

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Com o surgimento de especulações sobre possíveis demissões na última semana, a reportagem da Folha entrou novamente em contato com a empresa para buscar esclarecimentos. A companhia confirmou apenas a adoção de férias coletivas para seus funcionários, bem como não confirmou os supostos desligamentos.

“O que a BrasPine informa neste momento é que houve apenas as 1,5 mil férias coletivas, e nada mais”, informou a assessoria de comunicação V3 Com, responsável pela assessoria de marketing da BrasPine, em contato com a Folha.

Questionada sobre possíveis demissões a assessoria declarou que a empresa não pode confirmar se haverá desligamentos, mantendo a situação incerta para os funcionários que estão atualmente em férias coletivas.

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Ainda questionada sobre os rumores de que alguns funcionários já teriam sido demitidos durante o período de férias coletivas, a V3 Com reforçou que a empresa não pode confirmar nenhuma informação a respeito neste momento.

Agora, a situação permanece envolta em incerteza, deixando os funcionários apreensivos quanto ao futuro, mediante o cenário de demissões de outras empresas do mesmo setor de outras regiões do Paraná. Com rumores sobre possíveis demissões e a confirmação apenas das férias coletivas, muitos colaboradores seguem sem respostas concretas, sem saber se retornarão ao trabalho normalmente ou se serão afetados por cortes na equipe, já que o tarifaço dos EUA permanece vigente.

SITUAÇÃO É INCERTA

Logo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que aplicaria uma nova taxa sobre as importações brasileiras, muitas empresas recorreram a diversas estratégias para passar pelo momento de crise sem serem afetadas diretamente, ou até mesmo para evitar problemas futuros. Uma das principais estratégias adotadas por diversas empresas foi anunciar férias coletivas para seus funcionários, algo que pode, ou não, ser apenas o início de uma demissão em massa.

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Apesar de ser uma medida inicial adotada pelas empresas mesmo com aporte do governo do estado, com o objetivo de não demitir seus funcionários, pesquisas apontam que a estratégia pode ser apenas a ponta de um iceberg gigantesco de demissões em massa. Embora seja uma medida provisória, e que ajuda a solucionar o problema de imediato, para que as administrações possam pensar com mais calma ao longo do prazo, as férias são apenas o começo das demissões.

A próxima fase, de acordo com setores da economia, será a demissão de funcionários. Especialistas afirmam que essa medida representa a única alternativa diante da manutenção das tarifas, funcionando como uma abertura de mercados para direcionar as vendas que seriam destinadas aos Estados Unidos.

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