DA REDAÇÃO/AEN - FOLHA EXTRA
Nesta quarta-feira (20), o governador Carlos Massa Ratinho Junior e a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, anunciaram a construção de 30 novas Casas da Mulher Paranaense, fruto de um investimento de R$ 64,5 milhões. No Norte Pioneiro, os municípios de Ribeirão do Pinhal e São Jerônimo da Serra foram contemplados com o projeto, que tem como objetivo capilarizar os serviços de fomento ao protagonismo feminino.
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Diferente da Casa da Mulher Brasileira, do governo federal, que tem como foco principal o acolhimento a mulheres vítimas de violência, o programa estadual prevê que as casas funcionem como espaços multifuncionais que oferecerão qualificação profissional, apoio ao empreendedorismo e atendimento multidisciplinar, além das ações de proteção e prevenção à violência contra a mulher.
“É um compromisso que nós temos de fortalecer cada vez mais a mulher paranaense. Será um espaço com um olhar cuidadoso para a mulher, tanto na questão da violência doméstica, de proteção, mas também será um lugar de preparo profissional, para que ela possa crescer, se desenvolver e conquistar independência financeira”, afirmou Ratinho Junior.
“Estamos muito felizes em realizar esse investimento de mais de R$ 60 milhões. É um grande investimento e que faz parte das políticas públicas do Governo do Estado. Desde a criação da Secretaria da Mulher, trabalhamos para fortalecer políticas voltadas às mulheres, e agora teremos espaços dedicados, dentro dos municípios, para promover todo esse cuidado e amparo”, acrescentou.
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Para receber os investimentos, os municípios fizeram contrapartidas locais, como a disponibilização dos terrenos com capacidade para receber a estrutura estadual, demonstração de capacidade técnica e compromisso com a manutenção dos serviços oferecidos. A previsão é que as casas, em ambas as cidades, sejam entregues até 2026.
A iniciativa foi regulamentada pela Resolução nº 025/2025, da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), destinada às cidades com mais de 10 mil habitantes que tenham em sua estrutura os Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs), como Conselho e Fundo dos Direitos da Mulher. Os municípios selecionados foram classificados rigorosamente conforme critérios técnicos estabelecidos pelo programa, garantindo que todas as regiões do Estado estejam cobertas pelo programa.
“A Casa da Mulher Paranaense vem para fortalecer e consolidar cada vez mais a política da mulher como uma política de estado, um compromisso do Governo do Paraná. Essas primeiras 30 casas, que serão construídas em diversas cidades, vêm para consolidar as oportunidades que as mulheres terão de vencer a violência, fortalecer sua autonomia e, principalmente, conquistar independência financeira”, destacou Leandre.
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“Nós sabemos que muitas mulheres têm capacidade, mas precisam de qualificação e, sobretudo, de oportunidade. A Casa da Mulher Paranaense será um equipamento que vai oferecer esse apoio, promovendo a mulher para que ela possa se desenvolver pessoal, profissional e empresarialmente”, complementou.
Um dos serviços que serão disponibilizados nesses espaços é o Banco da Mulher Paranaense, que oferece linhas de financiamento para apoiar pequenos negócios que tenham mulheres como proprietárias ou sócias. “O acesso ao crédito é uma grande oportunidade, porque quando uma mulher prospera, sua família prospera, sua cidade prospera e, com certeza, o Estado inteiro prospera com o fortalecimento das mulheres paranaenses”, finalizou a secretária.
Os desenhos técnicos são da equipe do Projetek da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e foram desenvolvidos a partir da demanda apresentada pela Semipi, que acompanhou e validou cada etapa dos projetos.
O modelo inclui os projetos arquitetônico, estrutural, hidrossanitário e elétrico, além de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), cabeamento estruturado e prevenção de incêndio. Também foi desenhada uma fachada personalizada, adaptável para a implantação do empreendimento em imóveis já existentes.
O projeto prevê acessibilidade universal e eficiência energética, com ambientes que combinam funcionalidade técnica com acolhimento humanizado, a fim de proporcionar um espaço digno para os atendimentos às mulheres.