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Folha entrevista mulher que foi espancada na Festa de Siqueira Campos, veja o vídeo

“O pior momento da minha vida”, relatou Tayane de Souza em entrevista exclusiva

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

SIQUEIRA CAMPOS - A abertura da tradicional Festa do Senhor Bom Jesus da Cana Verde, em Siqueira Campos, no último domingo (27), foi marcada por um episódio de violência que gerou grande repercussão. A jovem Tayane de Souza foi brutalmente agredida por cinco outras mulheres e sofreu ferimentos graves. Imagens do espancamento, divulgadas nas redes sociais, levantaram questionamentos sobre a segurança do evento, tendo em vista que nenhum agente de segurança, ou até mesmo policiais, apareceu para intervir e proteger a vítima durante as agressões.

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Na tarde desta segunda-feira (28), Tayane concedeu uma entrevista exclusiva à reportagem da Folha, na qual revelou que a motivação da agressão estaria relacionada a uma rixa envolvendo seu ex-marido. Durante o depoimento, a jovem relatou como a confusão teve início e afirmou já ter tomado as medidas legais cabíveis para buscar justiça pelo ataque violento que sofreu, um episódio que ganhou grande repercussão após ser amplamente compartilhado nas redes sociais.

"Eu poderia ter morrido. Teve uma que até tentou me enforcar”

“Eu cheguei do trabalho, tomei um banho, me arrumei e voltei para a cidade com amigos. Enquanto passeávamos pela festa, vi que meu ex-marido também estava lá. Passei por perto e acabei esbarrando nele sem querer, e ele acabou esbarrando no carrinho de uma das meninas que estavam com ele. Foi aí que tudo começou”, contou a jovem.

Ao esbarrar acidentalmente no ex-companheiro e, de forma indireta, empurrar um carrinho, Tayane foi abordada pelas mulheres que o acompanhavam. Elas passaram a provocá-la, dizendo que ela ainda não o havia superado e que deveria deixá-lo em paz.

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“As cinco estavam com ele e começaram a me provocar, mas eu me afastei”, relatou.

No entanto, após se afastar, Tayane retornou ao local para conversar com o ex, momento em que as mulheres voltaram a abordá-la. “Disseram que eu tinha esbarrado de propósito para machucar a criança e começaram a me ameaçar. Tentei explicar que foi sem intenção e quis sair dali, mas elas vieram para cima já me agredindo”, contou. Assista a entrevista.

Contudo, nas imagens é possível ver Tayane sendo brutalmente agredida pelas cinco mulheres, que desferem diversos golpes violentos em sua cabeça. “Elas focaram mais na minha cabeça, uma delas chegou a pisar várias vezes em cima de mim. Eu poderia ter morrido. Teve uma que até tentou me enforcar”, relatou.

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A jovem também contou que os exames iniciais sugeriram uma possível trinca no crânio, mas a tomografia feita nesta segunda-feira não revelou nenhuma fratura. “Ainda sinto muita dor na cabeça e precisarei consultar o médico novamente”, afirmou.

"Ninguém fez nada, nem as pessoas, nem seguranças, nem policiais. Simplesmente deixaram que elas me agredissem”.

Nos vídeos divulgados, é possível notar que várias pessoas estavam ao redor no momento da agressão. Enquanto algumas apenas observam, outras registram a cena com o celular, mas ninguém intervém para ajudar Tayane, que é espancada por mais de dois minutos. “Elas poderiam ter me matado. Ninguém fez nada, nem as pessoas, nem seguranças, nem policiais. Simplesmente deixaram que elas me agredissem”, enfatizou.

Tayane também ressaltou que, durante todo o tempo em que esteve na festa, inclusive antes da confusão, não viu nenhum segurança no local. Ela ainda afirmou que a briga teve início dentro das dependências do Santuário, contrariando boatos que circularam em grupos e redes sociais, de que o episódio teria começado em outro lugar ou teria sido motivado por consumo de bebida alcoólica.

Em entrevista à Folha, o advogado David Carlos, de Siqueira Campos, explicou as possíveis responsabilidades legais da organização da festa em relação ao episódio de violência. “Primeiramente, Tayane precisará comprovar à polícia que a confusão teve início dentro da festa. Caso isso seja confirmado, a organização poderá ser legalmente responsabilizada. Há relatos de que a briga teria começado em outra rua, mas, se as investigações apontarem que tudo ocorreu nas dependências do Santuário, a responsabilidade recairá sobre os organizadores”, afirmou.

A reportagem também conversou com Frei Gonzaga, responsável pelo Santuário e pela organização da Festa. Confira a matéria completa e exclusiva na manhã desta terça-feira (29) no site da Folha.

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