Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Ratinho Junior reage à tarifa dos EUA com crédito e incentivos fiscais para empresas de Jaguariaíva e Telêmaco Borba

A reação do governo estadual veio após reuniões com lideranças empresariais e entidades do setor produtivo, como forma de mitigar os efeitos econômicos da medida norte-americana.

JAGUARIAÍVA - O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, anunciou nesta sexta-feira (25) um pacote de medidas emergenciais para conter os impactos da retomada de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros. A decisão, de autoria do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, impõe uma tarifa de 50% sobre diversas mercadorias exportadas pelo Brasil, com vigência a partir de 1º de agosto. O reflexo imediato já se faz sentir em empresas do setor florestal paranaense, com paralisações, demissões e férias coletivas.

Entre os casos mais graves está o da BrasPine, gigante do setor madeireiro, que opera unidades em Jaguariaíva e Telêmaco Borba. A companhia anunciou férias coletivas para mais da metade dos seus 2500 colaboradores, enquanto outras fábricas na região dos Campos Gerais já iniciaram o desligamento de funcionários. Em Ventania e Telêmaco Borba, outra empresa do setor prevê a demissão de cerca de 100 trabalhadores nas próximas semanas.

Continua após a publicidade

ATENÇÃO: Faça parte da nossa comunidade no Facebook e veja nossas notícias em primeira mão, acesse aqui e siga nossa página.

A reação do governo estadual veio após reuniões com lideranças empresariais e entidades do setor produtivo, como forma de mitigar os efeitos econômicos da medida norte-americana. O pacote inclui:

  • Linhas de crédito emergencial via Fomento Paraná e BRDE, totalizando mais de R$ 400 milhões;
  • Possibilidade de adiantamento de parcelas de financiamentos já contratados;
  • Autorização para uso parcial de créditos de ICMS como capital de giro ou garantia;
  • Flexibilização dos prazos de investimento exigidos para empresas vinculadas ao programa Paraná Competitivo.

Segundo o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, o foco é preservar empregos e garantir a sustentabilidade das empresas paranaenses diante da nova barreira comercial. O governo também estuda um reforço financeiro ao Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), para permitir a ampliação do volume de crédito com taxas de juros mais baixas.

O impacto direto atinge cadeias produtivas que são pilares da economia paranaense, como os setores de madeira, móveis, carne, papel e celulose. Juntos, esses segmentos empregam mais de 380 mil pessoas no estado. Apenas o setor florestal respondeu por US$ 627 milhões dos US$ 1,58 bilhão exportados pelo Paraná aos Estados Unidos em 2024, de acordo com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre).

Continua após a publicidade

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) classificou as medidas como “paliativas, porém urgentes”. Para o diretor da entidade, Paulo Pupo, a situação exige agilidade extrema por parte do poder público para evitar uma crise em larga escala no setor exportador.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) alertou para o agravamento da situação: mais de 2.500 contêineres já estão parados entre portos e centros de embarque, com contratos de exportação sendo cancelados em série.

A escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos recoloca o Paraná no centro de um embate internacional com graves consequências locais. O governo estadual promete seguir dialogando com o setor produtivo para ampliar o pacote e buscar alternativas junto ao governo federal.

Continua após a publicidade

 

 

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Aos 103 anos, avô que lutou na Segunda Guerra se torna símbolo de força e amor no Norte Pioneiro
26/07/2025
Próxima Notícia
Colisão frontal deixa um morto e quatro feridos na BR-153, em Ibaiti
27/07/2025