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Aos 103 anos, avô que lutou na Segunda Guerra se torna símbolo de força e amor no Norte Pioneiro

Mais que um sobrenome, netos de Jovino Francisco Leal carregam seu legado de superação, alegria e esperança

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Na tranquila cidade de Siqueira Campos, uma história centenária se destaca entre tantas outras. Repleta de amor, coragem e momentos marcantes, a vida de Jovino Francisco Leal marcou gerações no Norte Pioneiro. Aos 103 anos de idade, ele é veterano da Segunda Guerra Mundial, construiu uma família numerosa e segue como exemplo de respeito e superação na cidade. Em homenagem ao Dia dos Avós, celebrado no próximo sábado (26), a reportagem da Folha traz a história inspiradora deste avô, que se tornou um sinônimo de força e ternura para os filhos, netos, bisnetos e para todos aqueles que conhecem sua trajetória.

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Nascido em 05 de maio de 1922, Jovino foi criado na Colônia Mineira de Siqueira Campos. Filho de Iria Maria de Jesus Leal e José Francisco Leal, Jovino sempre foi uma pessoa exemplar, dedicada aos estudos e um leitor admirável. Com 18 anos de idade, Jovino se alistou e, não muito tarde, foi convocado para servir o Exército Brasileiro e, na sequência convocado para combater na Segunda Guerra Mundial.

“Ele sempre foi muito reservado quanto aos assuntos da guerra. A vó nos contava que ele tinha pesadelos à noite e sonhava com momentos da guerra, mas ele sempre foi uma pessoa muito carismática, sorridente e feliz, nunca deixou que a sombra do passado afetasse sua felicidade”, contou Gislaine Leal Lucini, a neta mais velha de Jovino, em entrevista com a Folha.

Jovino foi combatente da Segunda Guerra Mundial, e hoje mora na cidade de São Paulo. Foto: Divulgação 

Depois de atravessar o Oceano Atlântico, guerrear em solo italiano e servir na Segunda Guerra Mundial, Jovino voltou para o município de Siqueira Campos, onde casou-se com sua prima, Sebastiana Rodrigues, com quem teve seis filhos. Com o passar dos anos, Jovino se tornou uma figura emblemática do município. Trabalhou como administrador de fazendas, comerciante e também foi vereador da cidade, entre os anos de 1951 e 1955.

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“Me lembro apenas de uma vez, em que ele pegou um caderninho de anotações e começou a me mostrar o que havia escrito durante a guerra. Lembro que, entre as linhas, ele contava sobre a perda de um companheiro importante para ele, acredito que foi algo que o marcou muito”, lembra a neta.

No entanto, assim como na vida de qualquer cidadão, com o nascimento de seus filhos, Anísia Leal, Lucrécia Lucília Leal, Lucélia Maria Leal, Eli Justo Leal, Ervina Maria Leal e Aristeu Luiz Leal, Jovino continuou a vida como chefe de família, e o destino lhe proporcionou a experiência de ser avô de 10 netos e, consequentemente, bisavô de oito bisnetos.

Apesar de ter uma vida marcada pelo sofrimento da Guerra, Jovino nunca deixou que o sofrimento vivido o impedisse de ser feliz. “Eu admiro muito ele. Desde sempre ele é brincalhão, gosta de dar risada e conversar. Por mais que ele tenha vivido tudo o que viveu, ele nunca se mostrou abatido na frente da família, sempre foi muito feliz”, contou Gislaine.

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Gislaine Leal ao lado do avô. Foto: Arquivo Pessoal

 

Gislaine viveu em uma cidade um pouco mais longínqua do avô, morando em Santo Antônio da Platina, mas guarda boas recordações da época em que o visitava. “Quando eu era pequena, minha mãe tinha uma enciclopédia em casa, e toda vez que ele nos visitava, ficava lendo os livros, ele sempre gostou de ler. E eu acho que isso eu herdei dele, porque amo ler, assim como meu avô”, lembra.

A fase da adolescência também foi marcada pela presença do avô. Conforme contou Gislaine, Jovino ensinou todos os netos a jogar baralho no início da adolescência, e todos se divertiam jogando juntos. “Quando nós éramos crianças, ele não brincava como os avós fazem hoje, creio que por tradição, mas quando estávamos no início da adolescência, ele ensinava os netos a jogar, e jogava com a família, era muito divertido”, recordou Gislaine.

Já na fase adulta, Jovino também fez parte da vida dos netos, e Gislaine traz uma lembrança que ficará marcada em sua história. “Lembro que quando me formei, ele me acompanhou em uma editora na cidade de São Paulo, onde eu iria comprar o meu primeiro livro de Direito do Trabalho. Eu tinha o dinheiro, mas ele tirou o dinheiro do bolso e me disse que seria um presente”, contou.

"Para mim ele é um exemplo de resignação"

Hoje, sem os pais e irmãos, Jovino mora na cidade de São Paulo, com a esposa. Com 80 anos de casado, o avô segue sendo uma inspiração para os netos. “Para mim ele é um exemplo de resignação. Passar por tudo que passou na Guerra, perder os pais e todos os irmãos, e ainda assim manter a alegria de viver, é algo inexplicável, mas ele é assim. Continua brincalhão, sorridente e feliz. Embora eu não tenha vivido todo dia na casa dele, e hoje não o veja todos os dias, tenho ele e minha avó como referências para minha vida, são exemplos para mim”, enfatizou Gislaine.

Jovino ao lado de alguns netos, incluindo Gislaine. Foto; Arquivo Pessoal 

 

Jaqueline Leal Maciel Leite, uma das netas de Jovino, conviveu de forma muito próxima com o avô e guarda lembranças marcantes da infância ao lado dele.

“Meu avô sempre esteve presente na minha vida. Era ele quem me levava pra escola, pro médico, pro dentista… Minha mãe trabalhava o dia todo, e como morávamos no mesmo terreno — em casas separadas — eu acabava passando boa parte do tempo na casa dos meus avós. Todas as vezes que viajavam para o Paraná, faziam questão de me levar junto. Sempre me incluíam em tudo", contou a reportagem.

"Lembro que ele gostava de ir ao bar pra conversar com os amigos, jogar bilhar... e às vezes me levava com ele. Nessas idas, sempre comprava doces pra mim — ou então trazia pra casa. Era o jeitinho dele de demonstrar carinho. Ele também ia nas minhas reuniões escolares. Meu pai era separado da minha mãe e morava longe, então era o meu avô que assumia esse papel. Ele estava sempre ali por mim", lembra Jaqueline.

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