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“Estão fazendo hora extra na Terra”, justificou cuidadora que envenenou café em Wenceslau Braz

Cuidadora trabalhou apenas duas semanas na casa, após implorar pelo emprego e o patrão emprestar R$ 500 para ela

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

WENCESLAU BRAZ - Na última segunda-feira (21), Lenice Aparecida Barbosa, filha do senhor Miguel Barbosa, de 75 anos, e irmã do jovem de 30 anos com paralisia cerebral, prestou depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Wenceslau Braz sobre o caso que chocou os moradores. Ela foi chamada para esclarecer os fatos após denunciar à reportagem da Folha que uma cuidadora contratada para auxiliar nos cuidados do irmão teria misturado medicamentos controlados, como Rivotril e Clonazepam em uma garrafa de café, consumida por familiares e visitas.

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Durante o depoimento, Lenice trouxe novos detalhes sobre o caso, revelados com exclusividade em uma entrevista com a Folha. Segundo ela, o prejuízo causado após a cuidadora começar a trabalhar na casa ficou em cerca de R$ 12 mil, valor estimado entre o desaparecimento de celulares, mantimentos e outros objetos. “Eles me perguntaram o que tinha sumido e quanto de prejuízo tivemos. Foram três celulares, então acho que perto de uns R$ 12 mil”, relatou à reportagem.

"Ela simplesmente me disse que eles (o irmão e o pai) estavam fazendo hora extra na Terra, e tinham que morrer”

Além disso, Lenice contou que a cuidadora trabalhou por apenas duas semanas, depois de implorar pelo emprego, dizendo que seus filhos estavam passando por necessidades. “Ela implorou para meu pai dar o emprego. Ele chegou a emprestar R$ 500 para não ter que contratá-la, mas de tanta pressão, com ela vindo todo dia em casa pedir emprego, ele acabou cedendo e a deixou trabalhar no período da manhã”, explicou.

No entanto, mesmo com apenas duas semanas de trabalho, a família passou a perceber mudanças bruscas no comportamento do irmão de Lenice, que além da paralisia cerebral, tem deficiência visual. Lenice e o pai notaram que ele se mostrava mais agitado do que o normal, além de notarem o desaparecimento de diversos objetos da casa – entre eles, os celulares e mantimentos da dispensa.

“Estava tudo estranho. Meu irmão estava diferente, e coisas começaram a sumir. Decidimos instalar uma câmera escondida na cozinha para ver o que estava acontecendo”, afirmou Lenice na primeira entrevista com a Folha.

As imagens, obtidas com exclusividade pela Folha, mostram a mulher despejando o conteúdo de um frasco inteiro de medicamentos controlados – Rivotril e Clonazepam – dentro da garrafa de café. Em novas imagens enviadas à reportagem nesta segunda-feira, é possível ver que uma família visita a casa de Lenice e, junto com uma criança, tomam o café.

Ainda na casa, a criança começou a passar mal logo após de tomar o café, afirmando estar com dores na barriga. “Meu outro irmão também tomou o café e passou mal na estrada. Ele chegou a andar na contramão dirigindo porque passou mal”, contou Lenice.

Frente à situação, Lenice registrou o caso na Delegacia de Polícia Civil de Wenceslau Braz e, a pedido dos oficiais, entrou em contato com a cuidadora para entender sua motivação. “Eu liguei para ela e perguntei o porquê de estar colocando o Rivotril e Clonazepam no café, e ela simplesmente me disse que eles (o irmão e o pai) estavam fazendo hora extra na Terra, e tinham que morrer”, relatou.

Lenice também contou que, ao questionar a cuidadora, foi ameaçada pela mesma. “Ela disse que se eu tentasse fazer alguma coisa, denunciar ela, ela iria falar que meu pai tentou agarrar ela, que tirou a roupa dela no quarto e iria se defender desta forma”, contou à reportagem.

Com isso, a Polícia Civil de Wenceslau Braz irá interrogar a cuidadora para dar continuidade às investigações. A reportagem da Folha acompanhará o caso para atualizar as informações conforme proceder.

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