DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
SENGÉS - Na tarde da última sexta-feira (11), a Polícia Civil da cidade de Sengés, nos Campos Gerais, prendeu um homem acusado de ser o líder de uma organização criminosa especializada em crimes de tráfico de drogas e homicídios. Entre os crimes apontados pela organização, chefiada pelo suspeito, estão o assassinato de um homem, que sofreu 29 tiros, e o homicídio brutal de uma mãe, que foi transmitido ao vivo entre os membros.
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O suspeito, de 25 anos de idade, foi preso em uma operação que monitorava os deslocamentos do suspeito, o qual já possuía um mandado de prisão preventiva em decorrência das investigações. De acordo com a Polícia Civil, ele estava morando na cidade de Itararé, estado de São Paulo, mas foi encontrado como passageiro de um veículo na PR-239, quando foi abordado e, de maneira imediata, preso, sem tempo para resistência.
Conforme apontam as investigações, apesar de estar morando em uma cidade paulista, o suspeito é investigado por liderar uma temível quadrilha que comandava o tráfico de drogas na cidade de Sengés, e era o responsável por definir quem poderia vender, em quais locais da cidade e quais tipos de droga poderia vender. Além do esquema de tráfico, a organização é suspeita de executar devedores e opositores, especialmente aqueles que ousavam vender drogas na cidade sem a autorização da quadrilha.
As investigações apontam que, desde o ano de 2022, o suspeito é acusado de ao menos cinco atentados ou execuções no município. O último foi registrado no final do ano passado, em que a vítima foi emboscada e assassinada com 29 tiros de uma submetralhadora. A vítima teve morte instantânea e, durante as investigações, foram decretadas duas prisões, sendo que a primeira havia sido cumprida em fevereiro e a segunda, do líder da organização, na última sexta-feira. Veja o vídeo.
Outro crime brutal cometido por membros da organização foi registrado no início deste ano, onde uma mulher, de 33 anos, mãe, foi assassinada cruelmente num delito conhecido no meio das facções criminosas por “Tribunal do Crime”. A vítima foi torturada, morta e enterrada em uma cova rasa, acusada de furtar drogas. Sua execução foi transmitida por meio de uma live, que foi compartilhada entre membros do bando secundário e membros do chamado “corpo de disciplina” da organização principal. Os acusados de cometer o crime foram presos.
Conforme explica a Polícia Civil, a investigação que resultou na prisão do líder teve início no mês de novembro no ano passado. Desde então, foram abertas diversas outras investigações em decorrência aos fatos, e os desdobramentos da operação resultou na desarticulação de outras quadrilhas e identificação de outros traficantes associados, comandados pelo mesmo homem.
Além disso, a Polícia Civil afirmou que outros chefes, comandados e traficantes solos destas organizações secundárias também tiveram suas prisões decretadas, e já foram detidos, totalizando a prisão de onze adultos, além de dois menores que foram apreendidos. Também foram apreendidas grandes quantidades de entorpecentes.
Contudo, com a prisão do líder desta facção, a Polícia Civil chegou a 45 prisões no ano de 2025, entre os membros da facção e outros criminosos, reafirmando o seu compromisso no combate aos crimes violentos praticados no município, contando sempre com a colaboração da população mediante denúncias que podem ser realizadas anonimamente através dos telefones 181 e 197.



