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Prêmio Crea-PR Engenheira Enedina Alves destaca o protagonismo feminino nas Engenharias, Agronomia e Geociências no Paraná

Cerimônia em Curitiba celebra trajetórias inspiradoras e reafirma compromissos com a equidade e igualdade social

DA REDAÇÃO/CREA-PR - FOLHA EXTRA

CURITIBA - Em uma noite marcada por emoção, reconhecimento e inspiração, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), realizou a quarta edição da premiação que leva o nome da engenheira Enedina Alves Marques, formada no Paraná, que se tornou a primeira mulher negra engenheira no Brasil. O Prêmio, organizado pelo Comitê Mulheres do Crea-PR, com apoio da Mútua e CredCrea, reuniu na solenidade autoridades e convidados das homenageadas, no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba, na última segunda-feira (07).

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Logo na abertura do evento, a memória de Enedina foi lembrada, como um símbolo de luta e superação, reforçando a importância da representatividade feminina na Engenharia, Agronomia e Geociências, dando identidade à premiação.

Durante o evento, o presidente do Conselho, o engenheiro agrônomo Clodomir Ascari, destacou que o evento é fruto do trabalho e organização das mulheres do Sistema. “Esse evento é todo organizado por mulheres, e isso tem um significado enorme. Acompanho o trabalho nas Câmaras Especializadas e sei como não é fácil fazer a escolha das homenageadas indicadas, basta olhar o currículo de cada uma para perceber o capital intelectual que temos no nosso estado”, afirmou.

Ascari ainda citou o Programa Mais Engenharia, como um exemplo de ação pela equidade, pois metade das vagas que serão publicadas em edital é destinada às engenheiras. Em discurso, o presidente também agradeceu a presença das autoridades, famílias e convidados e destacou o compromisso do Crea-PR com o combate à violência contra a mulher, e destacou o orgulho de participar do evento.

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“Em nome dos engenheiros registrados no Paraná, parabenizo todas as homenageadas. É um motivo de muito orgulho dividir esse momento com vocês e com seus familiares”, destacou.

Em discurso, a secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Eng. Civ. Leandre Dal Ponte, destacou a relevância da homenagem realizada pelo Crea-PR às engenheiras paranaenses e parabenizou a iniciativa. “Essa é uma homenagem extremamente significativa. Parabéns ao Crea por reconhecer essas mulheres e suas trajetórias. É fundamental dar visibilidade a essas profissionais que tanto contribuem para a engenharia e para a sociedade”, enfatizou. Dal Ponte também celebrou a presença de homens e mulheres no evento, ressaltando a importância da atuação conjunta e equilibrada na busca por equidade.

“Fico feliz em ver que temos aqui homens e mulheres reunidos. Só no trabalho unido, de forma harmônica e respeitosa, conseguimos avançar em igualdade”, destacou.

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Em sua fala, Leandre ainda refletiu sobre a desigualdade de representação entre homens e mulheres na política e nos espaços de decisão, exemplificando com o número reduzido de deputadas em relação aos deputados. “Quando falamos em políticas de igualdade, não podemos tratar os desiguais da mesma forma. Precisamos compreender essas diferenças estruturais e trabalhar para corrigi-las com justiça”, disse.A secretária ainda pontuou que, muitas das vezes, as mulheres enfrentam barreiras internas e sociais para aceitar oportunidades, devido às construções de papéis sociais ainda muito presentes.

A engenheira civil Caroline Burtet destacou a relevância da premiação, e afirmou ter se inspirado em Enedina para seguir na engenharia. “A Enedina mostrou que é possível uma mulher ser engenheira onde e na área de atuação em que quiser e vocês mostram isso hoje. Temos que valorizar esse exemplo e permitir que mais meninas consigam enxergar a Engenharia como uma profissão que podem, sim, seguir”, enalteceu.

Em fala, a coordenadora do Comitê Mulheres do Crea-PR, eng. agr. Losani Pertotti, agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância simbólica do prêmio. “É uma honra representar o Comitê nesta noite pois esta premiação carrega um significado profundo”, disse. “Ao homenagearmos essas profissionais com seu nome, estamos valorizando o protagonismo e reconhecendo trajetórias que merecem visibilidade”, completou.

A vice-presidente do Crea-PR, coordenadora do Comitê de Certificação do Selo da ABNT de Combate à Violência contra as Mulheres e integrante do Comitê Mulheres, eng. civ. Margolaine Giacchini, também homenageou as profissionais. “Parabenizo todas as profissionais desta noite. Vocês são exemplo e inspiração para todas nós, e para toda a sociedade. Muito obrigada por nos inspirarem”, disse.

Ela destacou ainda o compromisso institucional com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “O Selo de Boas Práticas no Combate à Violência contra a Mulher é uma das nossas principais frentes. Estamos em busca da certificação Platina, e isso mostra o quanto o Crea está alinhado aos ODS e comprometido com a construção de uma sociedade melhor. O combate à violência contra a mulher é uma necessidade, mas também precisamos lutar contra todas as formas de violência para termos uma sociedade mais justa e mais feliz”, destacou.

Representando a Mútua-PR, o diretor-geral eng. eletric. Edson Dalla Vecchia destacou o compromisso da entidade com as profissionais. “É uma alegria estarmos mais uma vez neste evento, que tem tanta beleza e significado. É uma honra poder homenagear essas profissionais exemplares”, enfatizou.

Representando a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge, a diretora da Diretoria da Mulher da entidade, eng. quím. Simone Baía, destacou a dimensão política da homenagem. “Hoje é uma noite de celebração e de afirmação da memória coletiva das mulheres brasileiras. A Fisenge trabalha há 17 anos nessa pauta, com destaque para os acordos coletivos. O Paraná foi o primeiro estado a incluir a prevenção à violência contra a mulher nesses acordos”, disse.

A noite contou ainda com a palestra da professora e pesquisadora Dra. Luciana Panke, autora do livro Caminhos para o Protagonismo Feminino. Ela celebrou o espaço de fala e de escuta construído no evento. “Fiquei muito feliz com a participação de tantos homens nesta noite. Isso mostra que esse tema é, sim, coletivo. O protagonismo feminino se constrói com o envolvimento de todos, e momentos como este são fundamentais nesse processo”.

As homenagens foram entregues pelo presidente do Crea-PR, eng. agr. Clodomir Ascari, pela coordenadora do Comitê Mulheres, eng. agr. Losani Pertotti, pela secretária estadual Leandre Dal Ponte, pela presidente em exercício do Senge-PR, eng. cartógr. Ágatha Branco e pelas conselheiras engenheiras Maria Cristina Graff e Sandra Cabel.

Homenageadas

Em seu discurso, Paula Foltran de Azevedo Hamerschmidt, Engenheira Cartógrafa, expressou gratidão ao Crea-PR e ao Comitê Mulheres pela realização de um evento tão importante e, segundo ela, surpreendente também pela quantidade de engenheiros presentes.

“Sou muito feliz pelo convívio com todos os engenheiros e engenheiras que partilharam minha trajetória. Hoje o sentimento é de alegria e muita gratidão à minha família — meu marido e meus filhos, que sempre me apoiaram e estiveram ao meu lado. Agradeço também aos meus pais, que, apesar da simplicidade com que me criaram, sempre me deram liberdade e disciplina, sem fazer qualquer diferença entre mim e meu irmão. As oportunidades foram as mesmas”, discursou.

Com grande emoção, a Engenheira Civil Margaret Mussoi Lucheta Groff começou seu discurso destacando o sentimento ao ser escolhida. “Parabéns à Comissão que fez a escolha das homenageadas. Quando a Losani me ligou, fiquei tão feliz que demorei a absorver. Receber uma homenagem da minha casa, do Crea, é muito importante”, enfatizou.

Ela compartilhou um pouco da sua trajetória, desde a época de estudante até a carreira na Itaipu. “Sou imensamente grata ao meu pai, à minha mãe, ao meu irmão e cunhada, que sempre me apoiaram e me inspiram. Na Itaipu, tive muitas oportunidades. No início, em 1987, éramos apenas três mulheres e muitos homens. Foi um enfrentamento difícil, mas, quando cheguei a cargos de liderança, pude empoderar e levar mais mulheres junto comigo”, contou.

Regine Baptista Venturi, Engenheira Eletricista, iniciou seu discurso contando que nasceu em uma família de engenheiros — tanto do seu lado quanto da família do marido. “Sempre tive apoio para seguir na carreira, viajar, estudar longe. Um professor me ensinou que a engenharia constrói, mas mais do que isso, ela é colaborativa. Não é só cálculo. A engenharia é solução de problemas com base na cooperação”, disse.

“Em tudo que vemos, existe engenharia. Me apaixonei pela área por isso. Mas hoje temos um déficit de engenheiros no país, e fico pensando: como será o futuro? Precisamos trabalhar juntas para pavimentar o caminho das que estão vindo. Espero que cada vez mais mulheres possam ver isso e se apaixonar também”, enfatizou.

Já a Engenheira Florestal Valéria Mariano da Silva discursou agradecendo pela homenagem. “Agradeço ao Crea e aos conselheiros que me indicaram, à minha entidade e aos meus colegas. Como mulher e como mulher negra, me sinto profundamente honrada com esse Prêmio. A engenharia é um trabalho coletivo, e mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria, escolhi seguir esse caminho. Espero inspirar outras meninas e mulheres, para que vejam que elas também podem.”

Muito emocionada, Flávia Scheleider Aiçar de Suss, Engenheira de Produção Mecânica e de Segurança do Trabalho, fez seu discurso. “Quero agradecer a todas as pessoas que passaram pela minha vida, que me inspiraram e não deixaram eu desistir. Enquanto ouvia as falas, vieram muitas memórias. Agradeço à minha família, que está aqui, e ofereço esse prêmio às duas Enedinas da minha vida: minha mãe e minha irmã Daniele, com quem divido minha vida e trabalho junto.”

A Engenheira Química e de Segurança do Trabalho, Rejane Terezinha Afonso Pires foi a primeira mulher a gerenciar uma fábrica de cimento no Brasil. Em sua fala, ela agradeceu a todos os presentes. “Obrigada a todos os meus amigos, às pessoas com quem trabalho, à minha família, à minha mãe, meu marido e minhas filhas”, destacou.

“Minha grande referência para este prêmio é minha mãe, minha Enedina. Ela sempre foi protagonista da própria vida e me ensinou a ser a protagonista da minha também. Receber este prêmio é uma grande honra”, enfatizou.

Homenagem às coordenadoras do Comitê Mulheres do Crea-PR

O Crea-PR também prestou uma homenagem especial às engenheiras que já coordenaram o Comitê Mulheres no estado, reconhecendo a contribuição de cada uma para o fortalecimento da equidade de gênero no Sistema.

Foram homenageadas as engenheiras Célia Neto Pereira da Rosa, Margolaine Giacchini, Márcia Helena Laino, Daniela Alves dos Santos, Karlise Posanske da Silva, Adriana Baumel e Losani Perotti.

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