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Prejuízos da geada começam a aparecer nas plantações de café do Norte Pioneiro

Temperaturas baixas registradas no mês passado já causam impacto nas plantações da região e os produtores começam a constatar os danos reais causados pela geada na próxima safra

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

O final do mês de junho foi marcado pelas temperaturas mais baixas no estado do Paraná. Não sendo diferente, a região do Norte Pioneiro também sofreu com os termômetros ficando próximos de 0°C e pelo fato de as geadas terem tomado conta de algumas madrugadas. Entre paisagens belas e a chance de aproveitar um delicioso chocolate quente, o fenômeno deixou diversas marcas na região, e algumas não tão boas. É o caso das plantações de café da região, que foram impactadas diretamente pela geada e agora, semanas depois, os produtores já começam a ver os danos reais causados em suas plantações.

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A região do Norte Pioneiro é reconhecida em todo o estado por sua potência na produção cafeeira. Abrangendo desde os cafés tradicionais até os cafés especiais, que já foram premiados internacionalmente, a região contém uma produção significativa do grão, mas com as temperaturas baixas e as geadas do último mês, a previsão é de que a escala de produção seja reduzida significativamente.

“Esse inverno extremamente rigoroso irá nos prejudicar, com certeza haverá perdas na próxima safra por causa da geada”, prevê Aguinaldo Peres, produtor na cidade de Tomazina.

De acordo com a Associação dos Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), a geada de junho vai impactar diretamente a próxima safra dos produtores, deixando um prejuízo significativo na região.

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“Um produtor sempre tem esse prejuízo. Em uma noite você acaba perdendo toda uma produção que tem trabalhado durante o ano. E a geada deste ano acabou tirando bastante da próxima safra, estragou bastante as produções que seriam colhidas no ano que vem”, disse a Associação.

Além disso, um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o Norte do Paraná, que engloba o Norte Pioneiro, foi a região mais afetada por geadas, durante o período, entre as regiões cafeeiras de todo o Brasil, reforçando o cenário crítico em que os produtores se encontram.

Ao Globo Rural, o produtor Aguinaldo Peres, da cidade de Tomazina, destaca algumas estratégias utilizadas para manter a qualidade do produto, mesmo com as mudanças climáticas. Segundo ele, o reforço do investimento na pós-colheita tem sido uma estratégia importante para preservar a qualidade dos grãos, envolvendo etapas essências como limpeza, lavagem, separação e secagem do produto. “Isso tem feito a diferença na nossa produção”, afirma o produtor.

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No entanto, apesar de a estratégia ajudar a reduzir os prejuízos, as geadas que atingiram a região não deixam de ser uma preocupação. Ao contrário da produtividade da safra atual, que praticamente dobrou em relação à média obtida na região, passando de 40 sacas por hectare para 80 sacas, o produtor espera uma redução significativa para o próximo ano, com rendimento abaixo da média. “Esse inverno extremamente rigoroso irá nos prejudicar, com certeza haverá perdas na próxima safra por causa da geada”, prevê Aguinaldo.

“Neste ano, as condições climáticas estão completamente diferentes, mas ainda iremos avaliar os danos na safra futura”, explicou Aguinaldo.

 

“Neste ano, as condições climáticas estão completamente diferentes, mas ainda iremos avaliar os danos na safra futura”, explicou Aguinaldo, destacando que os fenômenos climáticos foram a alavanca para aumentar a safra e, ao mesmo tempo, os causadores do prejuízo, tendo em vista que o tempo firme aumentou a produção e a geada destruiu boa parte.

Newton Openheimer, coordenador da área de café da Capal Cooperativa Agroindustrial, com sede na cidade de Arapoti, nos Campos Gerais, destacou que em algumas microrregiões do Norte Pioneiro o impacto da geada deve gerar em torno de 5% de comprometimento do potencial produtivo da próxima safra. “No recorte geral, nada que assuste. Mas, o inverno está só começando, então ainda existem riscos e temos monitorado as lavouras”, destaca.

Contudo, com as temperaturas baixas e as geadas, muitos produtores da região começam a enfrentar os danos e prejuízos causados pelo frio intensos, e vale ressaltar que isso não acontece apenas com os produtores de café, mas também de outras culturas que são fortemente produzidas na região.

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