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Desaparecimento de idosos chama atenção para os cuidados com lapsos de memória

Nos últimos dias, equipes policiais têm registrado situações de idosos que desapareceram após deixar suas casas; especialista faz alerta

Esquecer onde colocou a chave, o celular ou qualquer outro objeto, não lembrar se deixou a panela no fogo ou se estendeu a roupa no varal podem parecer situações comuns do dia a dia, mas quando atinge um certo ponto começa a ser algo preocupante, especialmente no início da velhice. O esquecimento frequente pode ser um sinal de alerta para algo mais sério, os lapsos de memória que, em muitos casos, são os primeiros indícios de doenças como o Alzheimer, e isso tem sido um fator preocupante na região do Norte Pioneiro com idosos nestas condições desaparecendo frequentemente.

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Nos últimos meses, diversas cidades da região registraram casos de idosos diagnosticados com a condição, ou outros problemas de saúde mental, como os próprios lapsos, desaparecerem após saírem de casa sozinhos. Alguns foram encontrados com vida, mas outros, infelizmente não tiveram a mesma sorte, ascendendo um alerta para o avanço destes casos e a necessidade de atenção redobrada com os mais velhos, especialmente os que já apresentam alguns sinais, por mais que sejam os mais leves.

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Um dos casos que retratam a seriedade do assunto aconteceu na noite do último sábado (21) na cidade de Cornélio Procópio. Segundo as informações da Polícia Militar, um homem de 35 anos compareceu à Companhia relatando que seu pai, um senhor de 70 anos de idade, tem lapsos de esquecimento, e que, por volta das 14h00, saiu de casa e não retornou mais. Frente à situação, os policiais iniciaram as buscas, e tiveram informações de que um idoso, nas mesmas características do desaparecido estava na rodovia que liga o município à Nova Fátima.

Neste caso, as equipes ainda tiveram sucesso nas buscas e, por volta das 00h30, encontraram o senhor perdido, a aproximadamente 18km de distância de Cornélio Procópio. No entanto, outros casos não acabam tão bem assim. Em São Jerônimo da Serra, um idoso de 73 anos de idade desapareceu em janeiro deste ano, mas infelizmente foi encontrado já em óbito depois de oito dias desaparecido.

Frente à necessidade de se ater aos sinais e cuidados de pessoas com estas condições, a reportagem da Folha conversou com Nathaly Brites Lopes Treml, diretora do Lar de Idosos de Wenceslau Braz. Com anos de experiência cuidando de idosos, Nathaly explica como identificar os primeiros lapsos de memória e como cuidar dos idosos que apresentam estes sinais.

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“Os primeiros sinais aparecem em ações comuns do cotidiano, como esquecer onde deixou objetos, dificuldade para lembrar nomes ou palavras confusão com horários e até mesmo perda do fio da conversa. Outro sinal comum, é repetir diversas vezes a mesma história, como se nunca tivesse contato”, explica a diretora.

Ainda em entrevista com a reportagem, Nathaly também destacou os perigos diários que estes idosos enfrentam, até mesmo dentro da própria casa. “É muito comum que eles possam sofrer alguns acidentes, como quedas, acidentes envolvendo fogões ou eletricidade e até mesmo o fato de se perder ao sair de casa sozinhos. Além disso, problemas com higiene e saúde também podem ser frequentes nestas situações”, explicou.

Para evitar problemas e acidentes com idosos nestas situações, a diretora indica manter uma rotina fixa, supervisionar as atividades, cuidar da alimentação e garantir um ambiente acolhedor e seguro para eles. Além disso, Nathaly indica algumas atividades que podem fazer a diferença para aqueles que apresentam estes primeiros sinais.

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“Manter a cabeça ativa, lendo, jogando, aprendendo coisas novas, ter uma rotina bem organizada, evitar muito estresse, fazer exercícios e dormir bem são algumas das atitudes que fazem toda a diferença para manter a mente firme e afiada”, afirma.

Contudo, cuidar da saúde mental, tanto dos mais idosos quanto aqueles que estão entrando na fase da velhice deve ser uma preocupação constante para evitar que problemas maiores, e até mesmo tragédias, especialmente com aqueles que já possuem sintomas mais avançados ou possuem o diagnóstico do Alzheimer.

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