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Especialista da região alerta sobre como o celular e as redes sociais estão afetando casamentos e a convivência familiar

Dependência crescente dos conteúdos digitais tem afetado a qualidade dos relacionamentos, provocando discussões banais, conflitos e, em muitos casos, separações e divórcios

Com o passar dos anos, a forma de viver, os costumes e os hobbies da sociedade vêm se transformando de maneira acelerada, impulsionados principalmente pelo avanço tecnológico. Nesse cenário, as redes sociais passaram a ocupar um papel central na rotina das pessoas, influenciando desde hábitos cotidianos até relações interpessoais. Apesar de contribuírem significativamente para o progresso global, essas plataformas também têm gerado impactos negativos. A dependência crescente dos conteúdos digitais tem afetado a qualidade dos relacionamentos, provocando discussões banais, conflitos e, em muitos casos, resultando em separações e divórcios em massa ao redor do mundo.

“O uso excessivo do celular pode gerar afastamento emocional, prejudicar a comunicação e causar conflitos. Muitos casais relatam que um dos parceiros fica tão imerso no celular que ignora conversas, tarefas da casa e até os filhos”, disse Tâmille Cristhine de Morais Muzza da Cruz, psicóloga que atua com terapia para casais em Wenceslau Braz.

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Segundo a Pesquisa de Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano de 2022 foi marcado com mais de 88 mil separações em todo o País, sendo que o número de divórcios costuma ser bem maior. Apenas neste ano, o estado do Paraná registrou 24.174 divórcios, 488 a mais em comparação com o mesmo período em 2021.

O que chama a atenção nestes dados, é que estudos, como “Separação: o doloroso processo de dissolução da conjugalidade", publicado na revista Estudos de Psicologia em 2023, incidam que os motivos mais frequentes para estas separações estão fortemente atrelados ao uso excessivo do celular, como problemas de comunicação, ciúmes, infidelidade emocional, conflitos de identidade individual e distanciamento afetivo.

Todos estes problemas estão fortemente atrelados ao uso das redes sociais. O algoritmo expõe uma quantidade exorbitante de conteúdos variados, o que prende a atenção das pessoas e faz com que elas esqueçam da realidade, ou simplesmente a ignorem. Outra situação comum, são os perfis que chamam a atenção para a sexualização, gerando a infidelidade emocional e também criando ciúmes na relação.

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Conforme explica a psicóloga Tâmille Cristhine de Morais Muzza da Cruz, que atua com terapia para casais na cidade de Wenceslau Braz, o afastamento emocional, a falta de comunicação e muitos conflitos são frequentemente ocasionados por este uso excessivo, que é considerado um dos principais separadores de casais na atualidade. “O uso excessivo do celular pode gerar afastamento emocional, prejudicar a comunicação e causar conflitos. Muitos casais relatam que um dos parceiros fica tão imerso no celular que ignora conversas, tarefas da casa e até os filhos”, disse Tâmille.

“Isso acaba gerando uma frustração, tanto para os homens quanto para as mulheres, além da sensação de negligência”, explicouTâmile em entrevista com a reportagem da Folha. Foto: Arquivo Pessoal

 

A psicóloga ainda explica quais os sentimentos que estas ocasiões acabam gerando e que, consequentemente, criam um esfriamento no relacionamento. “Isso acaba gerando uma frustração, tanto para os homens quanto para as mulheres, além da sensação de negligência”, explicou a profissional em entrevista com a reportagem da Folha.

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Tâmille também explica sobre os principais problemas relatados pelos casais. Segundo ela, com a imersão tecnológica intensa, a desconexão entre os casais se intensifica, além das discussões e conflitos frequentes. “Falta de diálogo, sensação de desconexão, brigas frequentes por falta de atenção e desequilíbrio nas responsabilidades domésticas, são alguns dos problemas mais comuns relatados. Além disso, muitos casais também se queixam da perda de tempo de qualidade juntos”, enfatizou.

No entanto, apesar de que estes problemas afetem ambos os lados da relação, é mais comum que as mulheres percebam este afastamento e esfriamento ocasionado pelo uso constante das redes sociais. Compartilhando um pouco de sua experiência, baseada em seus atendimentos, Tâmile conta como as mulheres se sentem nestas situações, e que a demanda de procura é maior pelo público feminino.

“As mulheres sempre procuram ajuda, relatando que o marido passa horas no celular, se afastando da família. E elas e sentem sozinhas, sobrecarregadas com a casa e os filhos, e isso gera discussões constantes”, contou a psicóloga.

Contudo, com diálogo, esforço dos dois lados e a busca por ajuda, são algumas das inúmeras medidas que podem ajudar o casal a reatar suas conexões, mesmo depois de rompidas. Tâmille ainda fala sobre como a terapia é essencial para os casais. “Na terapia, ajudamos o casal a entender esse impacto, melhorar a comunicação e estabelecer acordos sobre o uso do celular”, enfatizou.

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