O vice-ministro dos Transportes da China, Wang Gang, visitou o Porto de Paranaguá nesta quinta-feira (15), como parte de sua agenda oficial no Brasil para tratar de temas ligados ao acordo de cooperação entre os dois países no setor de transportes. A visita reforça a importância estratégica do terminal paranaense nas relações comerciais bilaterais, especialmente no escoamento de produtos brasileiros para o mercado chinês.
Recepcionado pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o representante chinês conheceu de perto a estrutura e operação do porto. Garcia destacou os investimentos contínuos na ampliação da capacidade operacional do terminal, que hoje é um dos principais corredores de exportação do país. "Estamos investindo continuamente para ampliar a capacidade operacional", afirmou.
Durante a visita, Wang Gang ressaltou a relevância dos portos do Paraná para o comércio exterior da China e adiantou que existem planos de ampliar os investimentos no Porto de Paranaguá. Atualmente, o terminal de contêineres do porto é operado por um conglomerado chinês, o China Merchants Group (CMG), e a expectativa é de que novas iniciativas de infraestrutura sejam contempladas, ampliando a parceria entre os dois países no setor logístico.
O Porto de Paranaguá desempenha papel fundamental nas exportações brasileiras para a China. Entre os principais produtos embarcados estão soja em grão, farelo de soja, pastas químicas e carnes congeladas. Em 2024, mais de 13 milhões de toneladas de produtos foram exportadas para o país asiático. No primeiro trimestre do ano, foram movimentadas 3,3 milhões de toneladas com destino à China.
Reconhecido como o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo, o Porto de Paranaguá responde por cerca de 48% da produção nacional. Considerando o total das exportações de carnes bovina, suína e de aves, o terminal é responsável por aproximadamente 30% de todo o escoamento da produção brasileira. A visita da comitiva chinesa sinaliza o fortalecimento da cooperação logística entre Brasil e China e reforça a posição estratégica do porto paranaense no comércio internacional.


