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Febre dos bebês Reborn tem briga por guarda, consulta no SUS e Lei para tratamento psicológico

Casal que se divorciou está disputando na Justiça a guarda da boneca, enquanto deputado do Rio de Janeiro apresentou um projeto pedindo tratamento psicológico para o “Surto Coletivo”

Nos últimos meses têm viralizado na internet e redes sociais histórias de pessoas que estão vivendo como pais e mães de bonecos hiper-realistas, os chamados bebês Reborn. O que no começo parecia um hobby e era levado em tom de brincadeira, agora começa a gerar preocupação em relação a saúde mental dessas pessoas, pois já há até mesmo disputa judicial dos pais pela guarda do boneco.

Os bebês reborn são bonecas hiper-realistas produzidas artesanalmente para se assemelharem o máximo possível a um bebê de verdade, tanto na aparência quanto no peso e na textura da pele. Criados inicialmente como peças de coleção, os reborns ganharam popularidade também por seu uso terapêutico, especialmente entre pessoas que enfrentam perdas gestacionais, solidão ou quadros de ansiedade. Feitos em vinil ou silicone, esses bonecos podem apresentar detalhes minuciosos, como veias, unhas, marcas de nascença e até batimentos sonoros simulados, proporcionando uma experiência realista e emocional para quem os adquire com valores a partir dos R$ 3 mil.

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Porém, o que tem se visto no Brasil é que algumas pessoas têm misturado a fantasia com a realidade e estão agindo como se fossem crianças reais.

Nesta semana, a advogada de Goiânia Suzana Ferreira viralizou nas redes sociais após ela contar que uma cliente a procurou para uma disputa judicial sobre a guarda e direitos de uma boneca Reborn. Conforme os relatos da profissional em Direito, uma mulher foi até seu escritório e disse que o relacionamento havia acabado e que ela queria regulamentar a situação da boneca, visto que a outra pessoa tinha grande apego afetivo a Reborn.

Além da disputa pela divisão de custos do valor pago na boneca e em seu enxoval, o ex-casal também estava disputando a administração de uma conta da bebê Reborn no Instagram, pois o conteúdo estava crescendo, monetizando e rendendo dinheiro.

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Diante da situação, a advogada explicou a cliente que poderia lhe ajudar em relação a questão da disputa pela rede social que é algo válido, mas não poderia fazer nada em relação a guarda pois legalmente não é possível regulamentar a guarda de uma boneca no Brasil. Suzane contou que após explicar a situação a mulher ficou alterada e acusou a advogada de intolerância materna por não querer aceitar o caso.

Se para maioria das pessoas a situação dos pais de bebês Reborn têm se tornado uma loucura, para o deputado estadual Rodrigo Amorim se trata de um surto coletivo que precisa de tratamento psicológico. O parlamentar protocolou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto de Lei para criar um programa de saúde mental promovido através do SUS (Sistema Único de Saúde) para pessoas que acreditam que são pais de bebês Reborn.

De acordo com o projeto, o tratamento será voltado para as pessoas que tem fuga de realidade através do boneco visando prevenir a dependência afetiva, depressão e casos mais insanos como a disputa judicial pela guarda do boneco, por exemplo.

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Falando em SUS e deputados, em Minas Gerais uma jovem levou seu bebê Reborn ao hospital para uma consulta médica. O caso viralizou após a jovem postar um vídeo nas redes sociais que recebeu uma chuva de críticas. Depois da polêmica, a jovem de 17 anos disse que tudo não passou de uma brincadeira. Apesar disso, o deputado estadual Cristiano Caporezzo protocolou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais um projeto de Lei que prevê multa para quem levar bebês Rebon para consultas médicas no SUS.

Embora os bebês reborn possam ter função terapêutica em alguns casos, o uso excessivo e a dependência emocional desses bonecos podem representar riscos à saúde mental. Há relatos de pessoas que desenvolvem vínculos intensos ao ponto de substituir interações sociais reais, o que pode agravar quadros de isolamento, depressão ou transtornos como o transtorno dissociativo ou de apego. Em contextos mais graves, o apego desproporcional ao reborn pode impedir o enfrentamento saudável de perdas ou traumas, dificultando a retomada da vida cotidiana e o desenvolvimento de relações humanas equilibradas.

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