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Alunos de colégio estadual em Arapoti transformam lixo orgânico em adubo para horta

Além de incentivar a separação e o descarte correto de lixo, a iniciativa gera outro impacto positivo, que é a promoção da alimentação saudável

Na cidade de Arapoti, nos Campos Gerais, uma turma de estudantes do Colégio Estadual Carmelina Ferreira Pedroso vem se destacando na região com a implantação de um projeto que transforma o lixo orgânico da escola em adubo para a horta. Intitulado como “Adubo orgânico Cafepe”, o projeto é realizado desde o ano passado sob a coordenação da professora Tatiane Maciel, mostrando que é possível cuidar do meio ambiente e, ao mesmo tempo, melhorar a alimentação escolar.

“Esse projeto me fez repensar minhas atitudes com o meio ambiente e até com o consumo. A gente produz muito lixo e isso traz problemas para a natureza e para a nossa saúde”, diz a aluna Maysa dos Santos, uma das envolvidas no projeto.

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A ideia surgiu com a professora Tatiane, que dá aulas de Geografia, Projeto de Vida, Estudo Orientado e disciplinas eletivas no colégio. Hoje, 11 estudantes do 3º ano do Ensino Médio participam da ação e, apenas na última semana, eles recolheram cerca de 40 quilos de lixo orgânico das lixeiras da escola e da merenda. Esse lixo, que antes iria direto para o descarte, agora vira adubo por meio da compostagem.

Cascas de frutas, restos de alimentos e folhas secas são colocados em caixas de madeira com terra e cobertos com sacos plásticos reciclados. O trabalho de transformar tudo isso em adubo é feito naturalmente por microrganismos. O resultado é um composto rico em nutrientes que vai para a horta.

“Com 40 kg de lixo orgânico, já montamos uma caixa que gera em torno de 50 kg de adubo. Elaborando uma caixa a cada dois ou três meses, vamos produzir cerca de 150 kg de adubo até final do ano letivo”, projeta a professora.

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Segundo ela, além de ajudar o meio ambiente, o projeto ajuda os alunos a pensarem de forma mais crítica e a buscarem soluções para os problemas do dia a dia. “Esse projeto está sendo gratificante, e a ideia é que continue nos próximos anos, para que mais alunos aprendam sobre o valor dos alimentos orgânicos e, quem sabe, criem hortas em casa também”, diz Tatiane.

A horta da escola já existia, mas agora vai ficar ainda mais forte com o uso do adubo feito pelos próprios alunos. Foto: Arquivo Pessoal

 

A horta da escola já existia, mas agora vai ficar ainda mais forte com o uso do adubo feito pelos próprios alunos. Hoje, o espaço conta com temperos como salsinha e cebolinha, usados na merenda ou entregues para as famílias dos estudantes. A expectativa é plantar também alface, beterraba e cenoura.

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“Os alunos cuidam de tudo: plantam, irrigam, adubam e colhem. Isso tem melhorado muito a qualidade das refeições e ensinado, na prática, a importância de comer bem”, destaca o diretor da escola, André Aparecido dos Santos.

Alunos são responsáveis por todos os processos, desde a conscientização até a colheita dos alimentos. Foto: Arquivo Pessoal

 

Antes de ir para a parte prática, os alunos começaram o projeto dentro da sala de aula. O primeiro passo foi conscientizar os colegas sobre a importância de jogar o lixo no lugar certo. Com apoio da direção e dos professores, a mensagem chegou aos mais de 320 alunos da escola, que funciona em tempo integral.

“Os estudantes estão totalmente envolvidos. Eles fazem a separação do lixo orgânico para depois usar na horta. E a escola apoia em tudo, porque acreditamos que essa consciência ambiental e um estilo de vida saudável precisam ser trabalhados desde cedo”, afirma o diretor.

Maysa dos Santos, de 17 anos, é uma das alunas envolvidas na iniciativa. “Esse projeto me fez repensar minhas atitudes com o meio ambiente e até com o consumo. A gente produz muito lixo e isso traz problemas para a natureza e para a nossa saúde”, comenta.

“É muito bom saber que podemos transformar algo que seria jogado fora em algo útil, que ajuda a produzir alimento. Isso é incrível.”

No começo do ano, os alunos também participaram de uma ação de limpeza nas ruas ao redor da escola. Depois de separar o que era reciclável, trocaram os materiais por verduras e legumes na Feira Verde, uma iniciativa da Prefeitura de Arapoti.

Tatiane quer que, a cada ano, o projeto traga uma nova proposta. “É importante variar as ações para manter os alunos interessados e mostrar que existem várias formas de ajudar o planeta dentro da escola mesmo.”

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