A moradora Raquel Aparecida de Moura, de 58 anos, da cidade de Jaboti, Norte Pioneiro do Paraná, está vivendo uma experiência que mistura dor, esperança e superação. Diagnosticada com Espasmo Hemifacial, uma condição neurológica rara caracterizada por contrações involuntárias e repetitivas dos músculos de um lado do rosto, ela precisou buscar atendimento fora do Paraná para conseguir o tratamento adequado
Raquel esteve internada no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro, referência nacional em neurocirurgia. Foi lá que, na última quinta-feira (17), ela passou por uma cirurgia de descompressão neurovascular, procedimento que pode representar a cura definitiva da doença.
“Não foi fácil conseguir esse tratamento. Na nossa região, no Norte Pioneiro do Paraná, infelizmente não tive retorno da Secretaria de Saúde do meu município. Não houve apoio financeiro para viagem e estadia. Foi com a ajuda de parentes e amigos que conseguimos vir para o Rio de Janeiro”, relata Raquel.
Ela destaca que o hospital, mesmo sendo público, oferece atendimento de excelência. “O Instituto Estadual do Cérebro é um lugar incrível. A equipe médica nos visita constantemente, nos informa sobre todos os passos do tratamento. Aqui encontrei pessoas de todo o Brasil que também lutam contra o espasmo hemifacial. Conversamos, trocamos dúvidas, nos apoiamos. É uma rede de solidariedade que dá forças para continuar”, afirma emocionada.
A luta de Raquel ganhou ainda mais força após a exibição de uma reportagem sobre a doença no programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, dia 13 de abril, que trouxe visibilidade para a condição que ainda é desconhecida por muitos brasileiros.
Ela agora pede que sua história seja compartilhada, especialmente nas redes sociais, para que mais pessoas que convivem com o espasmo hemifacial saibam que existe tratamento, e cura, através do Sistema Único de Saúde (SUS), em centros de referência como o Instituto Estadual do Cérebro.
“Eu estou me curando, e quero que outras pessoas também saibam que é possível. Que busquem seus direitos, que persistam. Mesmo com as dificuldades, vale a pena”, finaliza Raquel.
Em uma nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Jaboti explicou que a mulher havia sido atendida no município, mas que na cidade não há especialidade médica nem o procedimento cirúrgico requerido para o tratamento necessário de Raquel.


