Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Dengue: porque ninguém liga para doença que está matando?

Diretor de Endemias explica que as pessoas se acomodaram com a dengue, e não fazem tanta questão de evitar sua proliferação

A dengue continua a matar cada vez mais brasileiros, mas, ao contrário de outras epidemias, parece não despertar a atenção e a urgência necessárias. Apesar do aumento de casos e mortes ao longo dos anos, a doença segue sendo tratada com descaso por muitos, que ignoram medidas básicas de prevenção e contribuem, mesmo sem perceber, para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

No Paraná, desde o início do novo ano epidemiológico de 2025, o Estado já contabilizou 36.804 notificações, 7.108 casos confirmados e quatro mortes em decorrência da dengue. Uma dessas vítimas foi registrada em Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná, evidenciando que a doença segue fazendo vítimas em diversas regiões.

Continua após a publicidade

Por ser uma doença recorrente no Brasil, muitas pessoas passaram a encará-la como algo “normal”. O fato de os casos serem registrados anualmente faz com que a dengue perca visibilidade na mídia e, consequentemente, a pressão social por soluções diminua. Assim, o tema acaba sendo ignorado, e a falta de mobilização da população agrava ainda mais o problema.

“A dengue já é um assunto batido. Todos sabem as medidas de prevenção, os sintomas e que a doença pode matar. Justamente por isso, muitos acabam relaxando nos cuidados básicos, o que favorece a proliferação do mosquito”, explica Alexandre da Silva, Diretor de Endemias de Wenceslau Braz.

Segundo ele, há pessoas que se preocupam e eliminam os criadouros do mosquito, mas também existem aquelas que não adotam nenhuma medida preventiva, deixando seus quintais sujos e acumulando água parada.

Continua após a publicidade

“Essa falta de empenho ocorre, em grande parte, porque muitas pessoas ainda não vivenciaram os efeitos reais da doença. Elas só percebem a gravidade do problema quando são infectadas ou quando um conhecido passa por complicações”, alerta Alexandre.

Outro fator que dificulta o controle da dengue é o ambiente propício para a reprodução do mosquito. O vírus circula em locais naturais, como poços d’água e áreas ao ar livre, e a variação climática entre calor e chuva favorece ainda mais o surgimento de novos focos. Dessa forma, é praticamente impossível eliminar totalmente a dengue, mas a redução de criadouros em residências pode ajudar a controlar a transmissão.

Diante dessa realidade, a reportagem da Folha conversou com moradores de Wenceslau Braz para entender se a população tem garantido a limpeza de seus quintais. Alguns disseram manter os terrenos limpos e evitar água parada, mas não quiseram se aprofundar no assunto. Outros preferiram não comentar sobre a situação, o que reflete a falta de engajamento da sociedade na luta contra a doença.

Continua após a publicidade

Apesar das dificuldades, as medidas preventivas continuam sendo a principal estratégia para combater a dengue. Pequenos hábitos no dia a dia podem fazer uma grande diferença, como manter tampas de vasos sanitários fechadas, retirar água acumulada em objetos no quintal, esvaziar a bandeja externa da geladeira e cuidar da limpeza dos quintais para eliminar possíveis criadouros.

A dengue pode se manifestar de forma leve, com febre alta, dor de cabeça, cansaço e dores no corpo, mas também evoluir para sintomas mais graves, como vômitos persistentes, sangramentos e queda de pressão. Nos casos severos, conhecidos como dengue grave ou hemorrágica, pode haver falência de órgãos e choque circulatório, levando o paciente à morte se não houver atendimento rápido.

Sem a conscientização da população e ações mais rigorosas do poder público, a dengue continuará fazendo vítimas silenciosas. Enquanto a sociedade seguir ignorando o problema, o mosquito Aedes aegypti continuará se multiplicando e ameaçando vidas.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Sengés organiza programação especial para o Dia da Mulher
05/03/2025
Próxima Notícia
Núcleos de Cooperação Socioambiental criam estratégias de ações coletivas para transformar territórios no PR e MS
06/03/2025