Após o lançamento oficial dos pré-candidatos ao Governo do Estado, a corrida para chegar ao mais alto cargo do Palácio Iguaçu segue a todo vapor. Agora, enquanto o período oficial de campanhas não é liberado, os candidatos aproveitam para traçar seus projetos de governo e buscar alianças.
No último domingo (22), o senador Roberto Requião (MDB), e o pré-candidato do PDT e Podemos, Osmar Dias, se reuniram e, finalmente, fecharam o tão sonhado acordo com objetivo de derrubar o candidato do PSD, Ratinho Junior. O acordo viabiliza a candidatura de Osmar Dias, pois traz uma base de prefeitos e estrutura partidária, além de tempo de rádio e TV no horário eleitoral.
Nesse cenário, o pré-candidato pelo PDT teria aceitado a indicação de Requião para Luiz Fernando Delazari, o Lulinha, compor o cargo de vice na corrida pelo Palácio Iguaçu.
Delazari é ex-secretário da Segurança Pública nos governos Requião e membro da executiva do MDB no Paraná. Além dele, o partido apresentou a Osmar os nomes da vereadora Noemia Rocha e do ex-deputado Caito Quintana.
Portanto, não se pode criticar Osmar sob o signo da “indecisão”. Afinal, o pedetista decidiu o vice que não é pouca coisa nesses tempos de escassez de vices. Prova disso, é que os presidenciáveis Bolsonaro e Alckmin (PSDB) ainda não conseguiram confirmar um companheiro de chapa.
Ao dizer sim a Delazari, Osmar também disse sim a Requião e à coligação com o MDB. O ex-xerife de Requião, que é advogado, é amigo de longa data do juiz Sérgio Moro.
Essa união, no entanto, tem outros contornos, pois, afasta de vez PPS e PSB de Osmar Dias, que pode desembarcar na campanha de Ratinho Junior. Com isso, Cida Borghetti perderia também o PPS, além do PSDB e PSB.


