Após longas seis horas de leitura de relatórios, parecer da defesa e declarações dos vereadores, na noite desta sexta-feira (27) a sessão para votar o afastamento do prefeito José Geraldo Santos (DEM), o Geraldão, encerrou-se com 6 votos a 3 pela a cassação do chefe do Executivo de Japira.
Os relatórios individuais dos membros da comissão, que foi instituída em abril deste ano, elaborados pelos parlamentares Rogério Pereira (DEM) como presidente; o relator Gorete Ramos (PSDB) e o membro Nivaldo Nicolau (PV), trouxeram dois pareceres pelo arquivamento e um pela continuidade do processo político administrativo, sendo este último elaborado pelo vereador Nivaldo.
Dentre as denúncias apresentadas estão a infração política elencada no uso de veículo da prefeitura para atividades desvinculadas da atividade do Executivo, também a suposta prática de nepotismo dentro de secretarias do governo, além do suposto uso de maquinário agrícola da prefeitura em fim de semana e por funcionário não habilitado, finalizando com a existência de 30 prestadores de serviço em contratos RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), regime sem os devidos direitos trabalhistas.
Com grande clamor popular e presença maciça da população, a sessão foi conduzida pelo procurador da câmara, Claudynei Alessandro Gonçalves, dando a palavra a todas as partes envolvidas, inclusive a defesa do prefeito representada por seu advogado Diogo Alexandre de Oliveira Camargo.
Por fim, a decisão de dois terços dos membros do Legislativo determinou a cassação do mandato do prefeito Geraldão mediante os votos favoráveis de Ricardo Japão (PMDB); Edno Queiroz Rodrigues, o Edinho (PHS); Nivaldo Nicolau (PV); Ronaldo Umbelino (PV); Thiago Augusto Mendes Abucarub, o Thiago do Mirtinho (PR) e o presidente da casa Lauro Aparecido de Carvalho (DEM). Os votos pelo arquivamento foram dos vereadores Alesandro Oliveira Santos (PSB), Gorete Ramos (PSDB) e Rogerio Vicente Pereira, o Rogério do Morango.
Geraldão, que foi eleito como vice em 2016 na chapa do ex-prefeito Walmir Wellington da Silva, morto em um acidente de carro em dezembro de 2017, assumiu como chefe do Executivo em janeiro deste ano e a partir desta sexta-feira, permanece afastado da prefeitura.
Com o afastamento, Lauro, o presidente da Câmara, deve assumir o Executivo.



