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Psicóloga explica como algumas expressões comuns podem traumatizar as crianças

Ameaças e expressões de autoridade podem gerar medos irracionais e prejudicar o desenvolvimento emocional infantil

“As palavras tem poder”. Quem nunca ouviu esta afirmação não vive neste planeta e, de fato, as palavras tem poder. As palavras têm um poder imenso, especialmente no processo de formação da personalidade e da visão do mundo para as crianças. Expressões ditas por pais, professores ou adultos em momentos de frustração ou descontração, podem ter um resultado contrário ao desejado através das falas.

Algumas frases, usadas de forma recorrente ou sem uma análise mais profunda e cuidadosa, podem gerar medo, insegurança e até mesmo traumas, moldando a maneira como a criança enxerga a si mesma e o ambiente ao seu redor.

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Frases como “Se você não me obedecer vou chamar a polícia” ou “Vou contar tudo para a sua professora e ela vai te deixar sem recreio na escola” são exemplos de expressões que, embora utilizadas de forma corriqueira, em outras palavras, comuns no meio social de forma trivial, carregam um peso psicológico significativo. Mas o que essas palavras podem fazer com as crianças? Porque são prejudiciais se utilizo para corrigir meu filho(a)?

Quando um adulto ameaça uma criança dizendo que irá chamar a polícia ou uma autoridade, isso pode gerar uma resposta imediata de medo, especialmente se a criança ainda não entende completamente que se trata apenas de uma ironia. A ideia de que os policiais, que serviriam para a proteção da criança, são utilizados para amedrontá-las, cria uma perspectiva negativa das autoridades.

Conforme explica a psicóloga Aline Marotto, que atua em Wenceslau Braz, o uso indevido destas frases, podem gerar problemas futuros para as crianças, que podem resultar em medo e ansiedade.“As ameaças e as punições sempre produzem efeitos colaterais nas crianças, e o principal é o medo e a ansiedade. E se a criança tem medo da escola o seu desempenho acadêmico pode ser prejudicado”, explica Aline

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“Vou contar para sua professora” ou “vou chamar a diretora”, também são frases que podem prejudicar a relação da criança, desta vez, com seus educadores. É claro que em momentos que realmente forem necessários, o uso destas expressões se faz necessário, mas quando utilizados com ironia, de maneira corriqueira, ou até mesmo por uma simples brincadeira com a criança, estas frases podem agir negativamente no subconsciente delas.

“As ameaças só são necessárias quando todas as outras estratégias já falharam. A punição da criança serve muito mais para expressar a raiva que o adulto está sentido do que para efetivamente obter bons comportamentos, pelo contrário, algumas crianças frente a punição se tornam ainda mais opositoras, além de ser considerada uma maneira nada saudável de controlar o comportamento”, explica a psicóloga.

A comunicação positiva e construtiva deve ser a base do relacionamento com as crianças. Ao invés de prometer punições severas ou criar um clima de medo, os adultos podem optar por abordagens mais empáticas e educativas. “Regras claras desde o início, conversas sobre a importância da manutenção da organização, tanto da sala de aula quanto da casa, e combinados baseados em reforço positivo podem ajudar muito no controle do comportamento infantil”, afirmou a especialista.

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COMO EVITAR ESTES COMPORTAMENTOS

Praticar o diálogo: Ao invés de recorrer a ameaças, converse com a criança sobre o comportamento esperado. Explique as consequências de forma clara e justa, sem recorrer ao medo.

Usar alternativas positivas: Em vez de ameaçar com punições, proponha alternativas que ajudem a criança a refletir sobre seus atos e encontrar soluções para os problemas.

Manter a calma: Em momentos de frustração, é importante que o adulto não transborde suas emoções na criança. Ao manter a calma, o adulto transmite segurança e confiança.

Envolver a criança no processo de decisão: Quando apropriado, envolva a criança na construção de regras ou soluções, ajudando-a a entender a lógica por trás delas.

É importante destacar que, em casos necessários, como mal comportamento excessivo em sala de aula, o “chamar a diretora” se faz uma medida necessária, mas caso o contrário, resolver o problema sem utilizar de ameaças, é a maneira mais viável para controlar as crianças sem causar traumas ou gerar uma perspectiva errada do mundo real para elas.

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