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Empresa desativa última linha de trens que funcionava no Norte Pioneiro

Rumo Logística paralisou as atividades do ramal que passava por cidades como Cornélio Procópio, Andirá, Cambará e Bandeirantes

Uma era repleta de histórias e recordações sobre os trilhos parece ter finalmente chegado ao fim na região do Norte Pioneiro do Paraná. Isso porque a empresa Rumo Logística, responsável pela gestão da Malha Sul de Ferroviais, anunciou a paralisação do último ramal ferroviário de trens que estava ativo na região. O comunicado da empresa foi feito na última sexta-feira (12).

As viagens de trens ainda remetem a lembranças que seguem vivas nas memórias de muitos moradores da região do Norte Pioneiro que, há algumas décadas, contava com diferentes ramais ferroviários que levavam os passageiros de uma cidade para outra e, ainda, realizavam viagens para a capital paranaense Curitiba.

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Uma das principais rotas da região é o chamado Ramal do Paranapanema que ligava o entroncamento da ferrovia na cidade de Jaguariaíva até o entroncamento na cidade de Ourinhos. O trecho contava com diversas estações nos municípios e em alguns bairros, como era o caso de Calógeras, em Arapoti, e Barbosas, em Siqueira Campos, que tinham parada garantida no meio do percurso.

Além de transportar passageiros, a principal finalidade do ramal era o escoamento dos produtos que eram produzidos na região do Norte Pioneiro, como o carvão e o café, principalmente. Em contrapartida, cada vez que o trem passava pelos povoados ou pela cidade chamava a atenção das pessoas, uma atração diariamente garantida. A construção deste ramal ainda foi de grande relevância para a criação e desenvolvimento de muitas cidades que concentravam os chamados ferroviários.

Apesar de todo esse enredo cinematográfico e envolvente, o desenvolvimento das estradas e a preferência pelo transporte rodoviário através de carros e ônibus apresentou queda na demanda fazendo com que em meados de 1980 o transporte de passageiros fosse extinto. O Ramal do Paranapanema sobreviveu até o ano de 2001 quanto o tráfego de trens de carga também foi suspenso devido a baixa demanda. De lá para cá, o que restaram foram apenas ruínas de um trecho de ferrovia abandonado pelas autoridades e que permanece vivo apenas em fotos e na memória de muita gente.

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Já neste fim de semana, a população do Norte Pioneiro voltou a receber uma triste notícia, a paralisação do único ramal ferroviário que ainda estava ativo na região. De acordo com as informações apuradas pela reportagem, a empresa Rumo Logística, responsável pela Malha Sul, informou aos funcionários do Ramal Ourinhos que realizem a transferência para outras unidades ou optem pelo desligamento, pois as atividades no trecho que liga Ourinhos/SP a Londrina terá suas atividades paralisadas.

A linha em questão parte da cidade de Ourinhos e passa por municípios como Marques dos Reis, Cambará, Andirá, Bandeirantes, Santa Mariana, Cornélio Procópio, Congonhas, Uraí, Serra Morena, Frei Timóteo, Jataizinho, Ibiporã até seu destino, a cidade de Londrina, no Norte do Estado.

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A rota contava com o transporte de combustíveis que abastecem o mercado da região Norte e Sul do Estado do Paraná, além de também contar com o transporte de álcool produzido pelas usinas da região do Norte Pioneiro e Sul de São Paulo para região Sul do país. Além disso, também contava com transporte de açúcar, adubo, soja e milho.

O anúncio aconteceu na mesma semana em que o governo Federal anunciou um investimento na casa dos R$ 80 bilhões e novas concessões para estimular a ampliação do transporte ferroviário no país.

A Rumo justificou a iniciativa apontando que, após estudos e negociações, não houve demanda de serviços que viabilizassem os serviços no referido ramal. A empresa ainda informou que irá avaliar uma retomada futura dos serviços nesta linha.

A notícia não foi vista com bons olhos apenas por parte da população, mas também pelo sindicato dos Ferroviários da Sorocabana, que representa os trabalhadores do Ramal Ourinhos. De acordo com o sindicato, a Rumo Logística está agindo de má fé realizando reajustes abusivos no valor do frete do referido trecho fazendo com que os valores do transporte via caminhão sejam mais atraentes. O sindicato informou que irá acionar o Ministério Público, Agência Nacional de Transportes Terrestres e Ministério dos Transportes em busca de reverter a decisão.

O fato é que, por volta das 17h00 desta segunda-feira, os últimos moradores da região que tinham o privilégio de ainda poder observar os trens passando por suas cidades e dividir histórias com os mais jovens tiveram este sentimento transformado em uma espécie de “Luto” com a passagem do último trem. Além disso, a preocupação é que os trilhos fiquem abandonados, como a empresa Rumo já fez no Ramal Paranapanema, fomentando assim a destruição do patrimônio público, proliferação de animais e doenças além dos crimes de furto de trilhos e ferros. Um triste fim para uma estrutura que foi importante e crucial para o desenvolvimento da região.

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