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Excesso de chuvas pode prejudicar lavouras e alterar preços dos alimentos

Mudanças climáticas são um desafio para o agronegócio e podem impactar no bolso do consumidor

O mês de outubro foi um dos mais chuvosos da história do Paraná e novembro não deve ser diferente. Com isso, o excesso de água pode causar problemas para os agricultores e prejudicar as lavouras impactando diretamente no bolso dos consumidores. Outra situação que preocupa são estragos nas estradas rurais que podem causar ainda mais transtornos para os produtores no escoamento da safra de inverno e plantio de outras culturas, como a soja, por exemplo.

Nesta segunda-feira (30), o governo do Paraná anunciou que irá trabalhar em parceria com os municípios para recuperar a infraestrutura das estradas rurais atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Ainda de acordo com o comunicado, técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e equipes da Defesa Civil já estão trabalhando junto as prefeituras para realizar um levantamento dos prejuízos relacionados a infraestrutura e produção agropecuária.

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Uma das questões mais preocupantes é em relação a colheita de algumas culturas, visto que neste período do ano muitos produtores estão realizando a colheita do trigo e da sevada. Conforme os dados divulgados pelo governo, até a semana passada 84% da área plantada de trigo havia sido colhida e apenas 17% da área com sevada. O excesso de chuvas pode prejudicar a produção e qualidade dos grãos.

Outra preocupação é em relação ao plantio das safras de soja, milho e feijão, as principais culturas cultivadas na safra de verão. Entre as três, a situação mais preocupante é em relação a soja que, até a semana passada, tinha 58% da área semeada. O feijão está com 79% da área plantada enquanto o milho já passa dos 91%.

Em relação ao plantio, o excesso de água pode causar complicações como reaplicação do adubo, o que encarece a produção, além de deixar as raízes das plantas encharcadas podendo prejudicar o volume de colheita e qualidade dos grãos. Com isso, os prejuízos das chuvas nas lavouras podem gerar um impacto direto no bolso do consumidor.

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O Paraná, conhecido como um dos celeiros agrícolas do país, desempenha um papel crucial no abastecimento de alimentos no Brasil. Portanto, quaisquer problemas na produção de lavouras no estado podem ter implicações diretas nos preços dos alimentos em todo o país.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, garantiu que o estado vai trabalhar para apoiar os produtores neste período. “Há um nível de perda que a gente considera ruim, difícil e elevado”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.  “Boa parte dos agricultores não faz seguro, não tem a proteção, mas há procedimento previsto no manual de crédito rural, e estamos abertos para construir alguma forma de parceria”, completou.

O secretário ainda informou que o governo está definindo as prioridades para auxiliar os municípios e os produtores das regiões que se encontram em situações mais vulneráveis e que já foram afetadas pelas chuvas dos últimos dias.  “Precisamos rapidamente minimizar um pouco os sacrifícios que têm sido feitos, especialmente na trafegabilidade no meio rural”, disse. O governo também definirá o volume de recursos a serem investidos no trabalho, que será efetivado assim que for possível colocar o maquinário no campo. “Isso faz bem para a economia local e para as pessoas, por isso faremos as parcerias para ter procedimentos mais simplificados e ágeis”, afirmou o secretário.

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PREVISÃO DE MAIS CHUVA

Se o mês de outubro foi marcado pelas chuvas, novembro não deve ser diferente. De acordo com as previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), estão previstas para o penúltimo mês do ano chuvas acima da média histórica para os estados do Sul do País.

Ainda conforme vinha prevendo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a previsão para os meses de setembro, outubro e novembro é de chuvas acima da média devido aos efeitos do fenômeno El Niño que deve se estender até o fim do primeiro semestre do ano que vem causando mudanças climáticas na primavera e no verão.

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